A Universidade Federal do Paraná (UFPR) enfrenta uma crise alimentar em seus restaurantes universitários. A empresa responsável pela entrega das refeições rompeu o contrato de forma unilateral, deixando sem café da manhã, almoço e jantar parte da comunidade acadêmica. O portal Metrópoles divulgou as informações nesta quarta-feira, 16.
O contrato, firmado em abril, previa um gasto de R$ 40 milhões com a empresa Cozinha Gourmet. A fornecedora pertence a Cleyton Amanajás, empresário de 32 anos que já foi preso em operação da Polícia Federal (PF) no Amapá.
A universidade criticou a decisão da empresa, classificando-a como “intransigente e infundada”. Em nota oficial publicada no domingo 13, a instituição informou que notificou a Cozinha Gourmet e exigiu a manutenção do fornecimento por mais 90 dias.
Segundo o comunicado, a interrupção prejudica até 2 mil pessoas, mesmo durante o recesso acadêmico. A administração também abriu processo de contratação emergencial para substituir a prestadora de serviços.
A contratação da empresa de Amanajás já havia despertado críticas meses antes. O histórico do empresário inclui uma prisão em 2022, durante a Operação Blindness, da PF, que apurou irregularidades em contratos de alimentação no sistema prisional do Amapá.
No entanto, a UFPR alegou à época que a escolha seguiu critérios legais e foi feita por meio de licitação. A Cozinha Gourmet venceu a concorrência para fornecer as refeições em Curitiba.
Universidade busca parcerias para conter prejuízos
Além da prisão, Amanajás também é alvo de inquérito do Ministério Público do Amapá. O órgão apura se a empresa dele inseriu refeições fictícias no sistema penitenciário local e pagou propina a uma servidora responsável pela fiscalização dos contratos.
No episódio atual, a UFPR recorreu a parcerias com outras instituições, como a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, para atender alunos em situação de vulnerabilidade.