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Ucrânia não vai aceitar acordo firmado por EUA e Rússia, diz Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, descartou reconhecer qualquer acordo firmado entre Estados Unidos e Rússia sobre o conflito no Leste Europeu. De acordo com o líder ucraniano, isso pode ocorrer caso Kiev não participe diretamente das conversas agendadas para a próxima sexta-feira, 15, no Alasca.

O encontro, que reunirá os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin, busca discutir alternativas para encerrar a invasão russa que começou em 2022.

Zelensky está pessimista em relação ao fim da guerra

Nas redes sociais, Zelensky afirmou que “o exército russo não está se preparando para encerrar a guerra”. “Pelo contrário, eles fazem movimentos que indicam preparativos para novas operações.”

Anteriormente, Zelensky afirmou que “é impossível falar sobre a Ucrânia sem a Ucrânia, e ninguém reconhecerá isso”. “A conversa pode ser importante para as relações bilaterais [Rússia-EUA], mas não podem decidir nada sobre nós sem nós”, afirmou o presidente ucraniano, conforme informou o site Metrópoles. “Espero que o presidente dos EUA entenda isso e leve em consideração.”

Zelensky já havia manifestado desconfiança, na segunda-feira 11, quanto ao compromisso de Putin com possíveis soluções pacíficas. O líder ucraniano avalia que o Kremlin pretende tirar vantagem política do diálogo com Trump, sem demonstrar sinais concretos de busca por paz.

Ainda segundo o Metrópoles, informações de inteligência mostram que Moscou prioriza a preparação de ataques, e não um cessar-fogo imediato. Isso aumentaria o ceticismo de Kiev sobre as intenções russas.

Exclusão da Ucrânia e movimentações diplomáticas

A Casa Branca, por sua vez, afirmou que Trump está disposto a dialogar separadamente com Putin e Zelensky. O Kremlin confirmou que pretende tratar de uma solução de longo prazo e sugeriu que novo encontro seja realizado em solo russo.

Putin
Presidente da Rússia, Vladimir Putin | Foto: Reprodução/Flickr

Autoridades da Rússia criticaram a tentativa de Kiev de antecipar negociações diretas. Enquanto isso, a aproximação entre Washington e Moscou se intensificou depois de uma reunião de três horas entre Steve Witkoff, enviado especial de Trump, e Putin, na busca por alternativas para o impasse.

O Alasca foi escolhido como palco das negociações por ser considerado um local seguro para Putin, que enfrenta ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional.



Via Revista Oeste

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