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Terremoto na Rússia gera alertas de tsunami nas Américas e Ásia

Um forte terremoto, de magnitude 8,8, abalou a região leste da Rússia durante a madrugada desta quarta-feira, 30, levando autoridades de diversos países das Américas e da Ásia a emitirem alertas para possíveis tsunamis.

O evento sísmico, um dos mais intensos registrados nas últimas décadas no território russo, causou destruição em áreas como a Península de Kamchatka e teve consequências em outros continentes.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o epicentro do tremor foi localizado a 119 km a sudeste de Petropavlovsk-Kamchatsky, cidade russa com cerca de 165 mil habitantes.

O abalo atingiu uma profundidade de 19,3 km. Cerca de uma hora depois, a região registrou dois novos terremotos, de magnitudes 6,3 e 6,9, ambos a 10 km de profundidade.

Rastro de destruição

Ondas geradas pelo terremoto invadiram portos, arrastaram embarcações e danificaram prédios, segundo o governo russo.

Várias pessoas ficaram feridas e buscaram atendimento, mas, até o momento não há confirmação de mortes nem de casos graves. Imagens nas redes sociais mostraram a destruição causada na região afetada.

Terremoto é o maior desde 1952

A Academia Russa de Ciências declarou que este foi o terremoto mais potente desde 1952.

“No entanto, devido a certas características do epicentro, a intensidade do tremor não foi tão alta quanto se poderia esperar de uma magnitude dessas”, disse Danila Chebrov, diretor do Serviço Geofísico da Filial de Kamchatka. “Ondas secundárias estão ocorrendo neste momento. Sua intensidade permanecerá relativamente alta.”

Apesar dos alertas, Chebrov descartou tremores mais fortes “em um futuro próximo”.

Impacto internacional e alertas de tsunami

Países como Estados Unidos, México, Chile, Colômbia, Equador, Japão e Filipinas emitiram alertas para ondas gigantes.

O governo do Japão orientou mais de 1,9 milhão de pessoas a se deslocarem para áreas elevadas, já que eram esperadas ondas de até 3 metros. Polinésia Francesa também comunicou risco de ondas entre 1,10 m e 2,20 metros.

No Havaí, houve cancelamentos de voos e evacuação temporária. Na Califórnia, o Serviço Meteorológico Nacional observou ondas de tsunami de até 1,6 pé acima do nível da maré.

No Alasca, o alerta se estendeu da Ilha Attu até a Baía de Chignik. Na América Latina, dez países foram colocados em alerta para tsunamis, com destaque para Equador e Chile, onde as ondas podem superar 3 metros.

No México, o centro de alerta da Marinha orientou moradores a se afastarem das praias do Pacífico, prevendo ondas de até 1 metro, o que levou à paralisação do tráfego marítimo.

A Guatemala emitiu alerta semelhante, mas classificou o risco como baixo. O governo do Equador orientou a população das iIlhas Galápagos a evitar praias e portos, além da proibição de partidas de embarcações.

O Peru e o Chile também receberam alertas, com previsão de ondas até 3 metros e evacuações realizadas em áreas costeiras.



Via Revista Oeste

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