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Subsecretário dos EUA manda recado a Moraes e seus aliados

Em publicação feita nesta quarta-feira, 6, o subsecretário de Estado dos Estados Unidos para Diplomacia Pública, Darren Beattie, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é “o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição dirigido contra Bolsonaro e seus apoiadores”.

Segundo a mensagem publicada, as ações atribuídas a Moraes violam direitos humanos. “Os flagrantes abusos de direitos humanos cometidos por Moraes lhe renderam uma sanção da Global Magnitsky por parte do presidente Trump”, diz o texto.

A Lei Global Magnitsky é um instrumento jurídico norte-americano que permite a imposição de sanções econômicas e restrições de visto contra indivíduos acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos.

A publicação também se dirige a pessoas próximas ao magistrado. “Os aliados de Moraes na Corte e em outros lugares são fortemente advertidos a não auxiliar ou favorecer o comportamento sancionado de Moraes”, diz o texto. Em seguida, acrescenta: “Estamos monitorando a situação de perto.”

Beattie já havia feito advertência anterior sobre Moraes

Em julho, Beattie já havia afirmado nas redes sociais que as sanções impostas pelos EUA ao magistrado “deixam claro que o presidente Trump leva a sério o complexo de censura e perseguição no Brasil”.

Na ocasião, o subsecretário alertou: “Aqueles que foram cúmplices das violações de direitos humanos de Moraes devem tomar nota”, em referência direta a eventuais aliados do ministro da Suprema Corte.

O posicionamento foi publicado no mesmo dia em que o Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental, órgão subordinado ao Departamento de Estado dos EUA, anunciou oficialmente medidas contra Moraes no âmbito da Lei Magnitsky.

Beattie ocupa interinamente o cargo de subsecretário de Estado para Diplomacia Pública e Assuntos Públicos. Suas atribuições incluem a comunicação estratégica internacional do governo norte-americano, além da supervisão de políticas de intercâmbio cultural e diplomacia pública.



Via Revista Oeste

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