O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) faz um alerta aos teresinenses: “Se dirigir, não digite. Se for beber, não dirija”. A mensagem reforça a necessidade de responsabilidade no trânsito e chama atenção para atitudes simples que podem evitar acidentes graves e fatais. Somente entre janeiro e fevereiro de 2026, as equipes atenderam 1.282 vítimas de acidentes de trânsito na capital piauiense, o que representa uma média de 22 ocorrências por dia.
O Código de Trânsito Brasileiro considera gravíssima a infração de segurar ou manusear o celular ao volante, sujeita a multa e à perda de 7 pontos na CNH. Estudos apontam que o uso do aparelho durante a condução reduz a atenção e os reflexos, podendo aumentar em até 400% o risco de acidentes.
Entre os principais riscos do uso do celular ao volante estão a perda de atenção visual, quando os olhos se desviam da via; a perda de atenção cognitiva, com o foco dividido entre dirigir e digitar; a perda de atenção manual, já que as mãos ficam ocupadas com o aparelho; e o tempo de reação reduzido, em que segundos de atraso podem ser fatais.
Especialistas também alertam para os perigos do consumo de álcool associado à direção. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, mesmo pequenas doses podem comprometer a coordenação motora, reduzir a capacidade de julgamento e aumentar significativamente o tempo de reação do condutor. Além disso, o álcool provoca falsa sensação de confiança, levando motoristas a assumir comportamentos de risco.
A diretora geral do SAMU, Adélia Oliveira, reforça a importância da responsabilidade no trânsito. “O trânsito exige foco, respeito e cuidado. Quando alguém decide teclar ao volante ou dirigir após beber, coloca em risco a sua própria vida e a de famílias inteiras que estão nas ruas todos os dias. É uma combinação que pode transformar segundos em tragédias. Atitudes simples, como guardar o celular e evitar o álcool antes de dirigir, podem reduzir drasticamente os índices de acidentes e salvar vidas. O trânsito seguro é uma construção coletiva”.