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queimadas impulsionam destruição na região Norte

Apesar de o governo federal tentar obter ganhos políticos com a queda nos alertas de desmatamento no Cerrado, a realidade é outra. Dados mais recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam para um avanço preocupante das queimadas, principalmente na Amazônia. 

Conforme os últimos estudos, de agosto de 2024 a julho de 2025, o desmatamento na floresta amazônica subiu 4% em relação ao ciclo anterior, totalizando 4.495 km² de área destruída. O número deriva sobretudo dos incêndios florestais.

Amazônia: avanço geral da devastação 

O fogo, que já havia batido recorde em 2024, voltou a ser o principal vetor de destruição da vegetação amazônica. O Ministério do Meio Ambiente reconhece que os incêndios se tornaram “um desafio novo”. A degradação por corte raso teve leve queda de 8%, mas foi insuficiente para conter o avanço geral da devastação.

Em estados como Mato Grosso, que integra o bioma amazônico, o desmatamento disparou 74% no período. Para especialistas, os números revelam que o Brasil ainda está longe de cumprir a promessa de zerar o desmatamento até 2030, feita em conferências internacionais como a COP27.

Márcio Astrini, do Observatório do Clima, afirmou que os dados “interrompem um ciclo de queda” gerado pelo próprio governo. Já Alexandre Prado, do WWF-Brasil, destacou que a quase estabilidade dos índices mostra que é possível avançar, mas que o país precisa “garantir a promessa de eliminar o desmatamento em todos os biomas”. Políticos da oposição dizem que o governo petista mente sobre a real situação.

Apesar da queda de 20% no Cerrado e de 72% no Pantanal, o foco das preocupações recai sobre a Amazônia, onde a combinação entre seca extrema e ações criminosas desafia a eficácia da atual política ambiental.



Via Revista Oeste

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