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Por que Fordow se tornou alvo dos EUA no Irã

Os Estados Unidos realizaram neste sábado, 21, uma ofensiva contra três centros nucleares do Irã. O bombardeio atingiu Fordow, a instalação mais protegida do programa atômico iraniano, além de Natanz e Isfahan.

O presidente Donald Trump declarou que o ataque foi “muito bem-sucedido”. Ele afirmou que a ação mirou o núcleo da estrutura que permite ao país enriquecer urânio em nível próximo ao necessário para fabricar armas nucleares.

Fordow fica no interior de uma montanha a cerca de 96 quilômetros de Teerã, perto de Qom. O Irã manteve o local em segredo por anos até que serviços de inteligência do Ocidente revelaram sua existência.

A Agência Internacional de Energia Atômica identificou, em 2023, urânio enriquecido a 83,7% de pureza na instalação, índice próximo ao grau exigido para bombas.

Fordow simboliza o esforço do Irã em proteger seu programa nuclear

O complexo de Fordow começou a ser construído na década de 2000. O regime de Teerã decidiu instalar as centrífugas em um abrigo subterrâneo como forma de evitar ataques semelhantes ao que Israel realizou contra o Iraque em 1981.

Na época, caças israelenses destruíram uma usina em Bagdá, no Iraque. A instalação poderia viabilizar a produção de armas nucleares no país vizinho ao Irã.

Desde então, Israel avaliou diversas formas de atacar Fordow. Contudo, as defesas naturais e artificiais do local tornaram a missão extremamente arriscada.

Um dos planos apresentados ao governo dos Estados Unidos na gestão de Barack Obama previa que comandos israelenses tentariam entrar na base e a destruiriam com explosivos. Autoridades militares reconheceram a dificuldade da operação.

“Os israelenses têm realizado muitas operações clandestinas ultimamente, mas a física do problema continua a mesma”, disse o general Kenneth McKenzie Junior, ex-comandante do Comando Central do Pentágono. “Continua sendo um alvo muito difícil.”

As autoridades ainda não confirmaram o grau de destruição causado pelo bombardeio dos EUA. Especialistas afirmam que o Irã espalhou seu estoque de urânio enriquecido por vários túneis. Eles avaliam que os efeitos da operação no avanço do programa atômico do país serão conhecidos nos próximos dias.

Via Revista Oeste

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