A partir desta terça-feira, 1º, o pedágio nas rodovias concedidas à iniciativa privada em São Paulo fica mais caro. A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) autorizou um reajuste médio de 5,31% nas tarifas.
Segundo a Artesp, o aumento tem como objetivo repor a inflação e foi calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, conforme estipulado nos contratos de concessão. O índice leva em conta o período entre junho de 2024 e maio de 2025.
Algumas concessionárias, no entanto, não aplicarão o reajuste imediatamente. A Eixo SP, por exemplo, já havia atualizado suas tarifas neste ano. Já na concessão da Entrevias — responsável por trechos no centro-oeste paulista —, o aumento entra em vigor a partir da 0h do próximo domingo, 6.

Além dos motoristas, os novos valores devem afetar o preço das passagens de ônibus intermunicipais, que incluem o custo dos pedágios em suas tarifas. Atualmente, o Estado tem 227 praças de pedágio, que incluem os pórticos de cobrança automática (free flow).
Principais reajustes no pedágio em SP
A lista completa dos reajustes foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo no último dia 24. Veja as principais mudanças:
- Sistema Anchieta−Imigrantes: a tarifa mais cara do Estado sobe de R$ 36,80 para R$ 38,70, alta de 5,16%;
- Bloqueio de Diadema, na rodovia dos Imigrantes: terá o maior reajuste porcentual, de R$ 2,80 para R$ 3,10, um aumento de 10,71%;
- Sistema Anhanguera−Bandeirantes: acréscimos variam entre R$ 0,50 e R$ 0,80, a depender do ponto. No pedágio de Valinhos (Anhanguera), o aumento chega a 6,25%;
- Pórtico de Campinas (SP-75): passa de R$ 2,60 para R$ 2,70, um reajuste de 3,84%, um dos menores registrados.