Um paquistanês foi condenado por planejar o assassinato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de outras proeminentes lideranças políticas americanas — entre elas o ex-presidente Joe Biden e a ex-governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley.
Asif Merchant, 47 anos, foi acusado de tentar recrutar pessoas dentro do território dos EUA em um plano para atingir Trump — durante seu primeiro mandato, em 2020 — em retaliação ao assasinato do comandante iraniano Qassem Soleima por parte das forças norte-americanas.
Condenado por “assassinato por encomenda e tentativa de cometer um ato de terrorismo transcendendo fronteiras nacionais”, Merchant também foi acusado de planejar, em 2024, atentados contra o então presidente Joe Biden e Nikki Haley, oponente de Trump nas primárias republicanas daquele ano.
O julgamento, que teve início na semana passada, aconteceu no Tribunal de Nova York dias antes do ataque dos EUA ao Irã.
Merchant admitiu ter se juntado ao complô com a elite Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, mas testemunhou que o fez contra sua vontade, com o intuito de proteger sua família que está no Teerã.
Mesmo após a morte de Ali Khamenei, a Guarda Revolucionária do Irã ainda possui um papel central na administração do país, com uma combinação de poder militar e econômico e uma rede de inteligência.
Em resposta ao resultado do julgamento, o Teerã negou as acusações de que tinha como alvo Trump ou outros funcionários dos EUA.