A Flórida (EUA), que ainda se recupera dos estragos causados pelas tempestades do furacão Helene, pode estar na mira de outro furacão que chegaria muito em breve. É o que alerta Marshall Shepherd, especialista em clima, em artigo publicado no site da Forbes na manhã deste sábado (05).
O Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês) monitora dois furacões no Atlântico – Kirk e Leslie – e um sistema climático no Golfo do México. É este último que preocupa Shepherd.
Mais um furacão? Estados dos EUA devem ficar alertas
O sistema no Golfo do México tem uma chance de 70% de se intensificar em dois dias e 90% em cinco dias, com possíveis chuvas e tempestades fortes se movendo em direção à Flórida.
Os modelos americanos GFS e europeu concordam que a tempestade pode se mover para a Península Ocidental da Flórida, com possibilidade de chegar por lá no meio da próxima semana. E a previsão sugere que a tempestade vai ficar mais forte conforme se deslocar pelo Golfo.
- O que preocupa: devido às águas quentes anômalas no Golfo, por conta das mudanças climáticas, teme-se que a tempestade vire furacão (possivelmente muito forte);
- Porém: isso ainda é uma de várias possibilidades em análise.
O NHC alertou o seguinte: “No início da próxima semana, o sistema deve se mover mais rapidamente para o leste ou nordeste, atravessando o centro e o leste do Golfo do México, onde o fortalecimento adicional é provável.”
Assim como ocorreu com o furacão Helene, há risco de inundações significativas na Flórida antes mesmo de a tempestade atingir a costa. “Assim como Helene, parece que a chuva pode inundar a Flórida muito antes da eventual tempestade tropical ou furacão”, escreve Shepherd.
- A previsão atual cobre desde a Baía de Tampa até Fort Myers, com possíveis efeitos também em Orlando, Jacksonville, Savannah, Miami e as Bahamas.
A título de curiosidade: não é incomum ocorrer furacões entre setembro e outubro, conforme apontado pelo especialista. “A temporada de 2024 [de furacões] sempre foi projetada para ser bastante ativa devido às temperaturas anômalas da superfície do mar, La Niña e outros fatores.”