Parlamentares da oposição criticaram o projeto aprovado que amplia de 513 para 531 o número de deputados federais a partir de 2027.
O vice-líder da oposição, deputado federal Sanderson (PL-RS), disse que a medida “é um escárnio e um desrespeito ao povo brasileiro”.
O parlamentar ainda afirmou que, “em um país cheio de carências, aumentar o número de deputados é zombar da população”. “Isso representa um desprezo pelo dinheiro público e total desconexão com a realidade do Brasil e o anseio do cidadão.”
Oposição destaca o impacto financeiro da proposta
O também vice-líder da oposição, deputado Rodrigo Valadares (União-SE), destacou o impacto financeiro da proposta.
“Votei contra porque a medida não resolve nenhum problema do Brasil — apenas cria mais gastos”, afirmou Valares. “O país não precisa de mais deputados, precisa de mais responsabilidade com o dinheiro do pagador de impostos.”
Na mesma linha, o deputado Coronel Tadeu (PL-SP) afirmou que “é inaceitável ampliar o Congresso em plena crise fiscal”. “Enquanto o brasileiro aperta o cinto para sobreviver, o Congresso quer aumentar o número de deputados”, disse. “Mais políticos, mais gastos. É um tapa na cara do povo. Um aumento significativo do custo da máquina pública — e quem paga é o cidadão comum.”

O Congresso aprovou o aumento do número de deputados nesta quarta-feira, 25. A proposta foi aprovada pelo Senado. No entanto, como sofreu alterações, precisou passar por uma nova análise na Câmara. Agora, o texto vai à sanção presidencial.
Modificações na proposta
No Senado, a proposta sofreu modificações feitas pelo relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI). O parlamentar acatou uma emenda que proíbe a geração de novas despesas relacionadas a cotas parlamentares, passagens aéreas e verbas de gabinete.
Na Câmara, o relator do Projeto de Lei complementar (PLP) 177/2023, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), acatou as modificações como “constitucionais e jurídicas”.
O plenário acatou as emendas, com 361 votos favoráveis, 36 contrários e 30 abstenções. Apesar da mudança em relação aos gastos, o texto não trata da criação de novas despesas para cobrir os salários dos 18 novos parlamentares.
Estima-se que os gastos com remuneração cheguem a R$ 10 milhões por ano. Já as demais despesas — como cotas parlamentares, passagens e estrutura de gabinete —, que somam R$ 55 milhões, deverão ser rateadas entre os 531 parlamentares.