O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou, nesta segunda-feira, 4, a ocupação da Faixa de Gaza, incluindo setores onde reféns israelenses estão localizados. A ordem foi entregue ao chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI), Eyal Zamir, com a seguinte mensagem: “Se isso não lhe convém, então deve renunciar”.
Zamir, que assumiu a função em março deste ano, já se mostrou contrário à decisão do gabinete de determinar que as FDI movessem a população para o sul da Faixa para sitiar o norte. Também se mostrou reticente à ideia de tomar controle total da região.
A decisão de Netanyahu foi tomada depois do impasse nas negociações em Doha entre representantes de Israel, do Hamas e de países mediadores, que buscavam um acordo para cessar os confrontos e permitir a troca de reféns. A medida representa uma mudança na condução das ações militares por parte do governo israelense.
Netanyahu não aceita condições impostas pelo Hamas em Gaza
O Hamas divulgou vídeos que mostram reféns israelenses com sinais de fraqueza, afirmando que a alimentação foi interrompida devido à situação na Faixa de Gaza.
Depois de tentativas de organizações internacionais para enviar suprimentos por meios não controlados pelo grupo, o Hamas declarou que só voltará a negociar se houver entrada diária de caminhões com mantimentos no território.
Embora alegue que os recursos sejam destinados à população local, representantes internacionais relatam que o grupo tenta manter o controle sobre a distribuição e impedir rotas externas.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha anunciou a intenção de encaminhar alimentos e remédios diretamente aos reféns. O Hamas respondeu que o acesso só será permitido se Israel mantiver os corredores abertos e interromper as atividades aéreas durante a entrega dos pacotes.