O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) comparou a ação em conjunto de parlamentares da oposição, que passaram a madrugada no plenário da Câmara dos Deputados em protesto, ao Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST). “Até o MTST do Boulos está com inveja”, escreveu nesta quarta-feira, 6, no X.
Em vídeo publicado na rede social, Gayer mostra o grupo reunido para o café da manhã no plenário. “A batalha não para, 7h30 da manhã, guerreiros amanhecendo aqui no plenário, obviamente tem que vir um cafezinho da manhã”, comentou.
O deputado exibiu colegas que madrugaram no plenário, como Carlos Jordy (PL-RJ) e Sargento Fahur (PSD-PR), e ao tomar café da manhã. “Olha só, nós temos aqui suquinho, o que mais galera? Pãozinho de queijo”, brincou Gayer durante a gravação.
Até o MTST do Boulos está com inveja.
CHEGA DE DITADURA pic.twitter.com/EW29vre2Ja— Gustavo Gayer (@GayerGus) August 6, 2025
Ele também comentou possíveis consequências para quem participou do protesto em apoio a Jair Bolsonaro. “A gente não sabe o que vai acontecer com a gente, a gente não sabe como vai ser essa perseguição. Mas o povo brasileiro precisava de uma resposta, e a gente está dando.”
Os deputados começaram a ocupação na tarde desta terça-feira, 5, em um movimento de obstrução da retomada dos trabalhos no Parlamento. Senadores repetiram o movimento o plenário da Casa Alta.
Gayer comenta manifestações contra prisão de Bolsonaro
Além da ação dos parlamentares em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, Gustavo Gayer deu apoio às manifestações populares sobre o assunto. “Ontem teve carreatas, motociatas, o povo foi para a rua em várias cidades do Brasil. Eu acho que o Brasil entendeu que chega, né?”
Deputados ocupam a mesa diretora da Câmara pic.twitter.com/PNa1reJdRn
— Revista Oeste (@revistaoeste) August 5, 2025
Ele se comprometeu a manter os protestos do Congresso até que mudanças no cenário político do país sejam visíveis. “Não dá mais para aguentar do jeito que está. Então a gente vai fazer o que a gente puder daqui”, disse no vídeo. “Se precisar sacrificar, a gente vai se sacrificar, sacrificar o nosso mandato. Vai preso, vai, mas o Brasil tem que estar livre.”