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Moraes, do STF, nega adiar interrogatórios de réus do ‘golpe’

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu os pedidos de defesas de réus do núcleo 2 da suposta tentativa de golpe de Estado para adiar os interrogatórios dos envolvidos, nesta quarta-feira, 23. As oitivas estão previstas para amanhã, a partir das 9 horas.

A etapa na qual o processo se encontra sucede à dos testemunhos, que acabou hoje. Os advogados de Filipe Martins, ex-assessor da Presidência para Assuntos Internacionais; Mário Fernandes, general; Marília Ferreira de Alencar, delegada da Polícia Federal (PF); Fernando de Sousa Oliveira, delegado da PF; e Marcelo Câmara, coronel, se queixaram do tempo dado por Moraes para analisar o volume de dados divulgado hoje pelo STF, que inclui vídeos e transcrições de testemunhas.

Câmara, por exemplo, requereu ao juiz do STF mais 15 dias a fim de averiguar o material. Sousa solicitou “concessão de prazo adicional razoável para ser possível realizar a adequada preparação para o referido ato, uma vez que a presente solicitação não visa procrastinar o andamento processual, mas, sim, garantir que o exercício da defesa se dê de forma plena, eficaz e responsável”. À Revista Oeste, advogados observaram que o material se refere a vários dias de depoimentos e nem sequer está publicada a oitiva do tenente-coronel Mauro Cid, delator da “ruptura institucional”.

“Considerando que os vídeos, as transcrições e os termos das audiências estão devidamente juntados aos autos da presente ação penal, indefiro os requerimentos de redesignação das audiências e mantenho a data da audiência dos interrogatórios para o dia 24/7/2025”, determinou Moraes, apesar das reivindicações dos advogados.

Interrogatórios marcados por Moraes no STF

plenário da 1ª Turma do STF
Ministros da 1ª Turma do STF decidem se Bolsonaro e demais sete acusados se tornam réus por suposta tentativa de golpe – 26/3/2025 | Foto: Antonio Augusto/STF

Os interrogatórios do núcleo 2 ocorrerão no mesmo horário das sessões dos réus do núcleo 4.

Serão ouvidos Ailton Gonçalves Moraes Barros e Ângelo Martins Denicoli — ambos são major da reserva —, o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Rocha, o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues, o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida, o policial Marcelo Araújo Bormevet e o coronel Reginaldo Vieira de Abreu.

Via Revista Oeste

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