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Moraes dá 48h para Google identificar autor da ‘minuta do golpe’

Uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), obriga o Google Brasil a identificar, em até 48 horas, quem publicou a chamada “minuta do golpe” na internet. A medida integra as diligências do processo penal que apura o planejamento de supostas ações que levariam a um golpe de Estado.

A solicitação partiu da defesa do ex-ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres. Os advogados argumentaram que uma perícia é fundamental para verificar se o documento encontrado na residência de Torres corresponde ao que circulou na rede. Segundo eles, essa análise pode determinar se o ex-ministro realmente tem relação com o texto.

Pedidos das defesas a Moraes

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Ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O pedido ocorreu dentro do prazo de cinco dias, que terminou na última segunda-feira, 16, para requerimentos e diligências adicionais de réus considerados centrais no processo em andamento no STF.

“A toda evidência, se os órgãos de persecução penal, até os dias de hoje, continuam tolerando a circulação da minuta na órbita virtual, é porque sabem que ela não possui qualquer valor jurídico”, justificaram os advogados, conforme consta na decisão do STF.

A equipe de defesa de Torres também solicitou uma perícia audiovisual para comparar com trechos do relatório da Polícia Federal. O pedido faz menção especial às partes relativas à fala do ex-ministro, em uma transmissão ao vivo, de 29 de julho de 2021. Na data, foram apresentadas supostas falhas nas urnas eletrônicas.

Alexandre de Moraes ainda autorizou a realização de duas acareações: uma entre Anderson Torres e o general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército; e outra entre Mauro Cid e Braga Netto. O objetivo é esclarecer eventuais divergências nos depoimentos dessas pessoas.

Via Revista Oeste

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