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Moradores de rua acolhidos em abrigos querem Bolsa Família

A Prefeitura de São Paulo intensificou as ações de acolhimento a moradores de rua, que já somam mais de 50 mil na capital. O esforço concentra-se em uma operação estruturada: abordagem nas ruas, encaminhamento aos abrigos públicos, emissão de documentos e fornecimento diário de refeições.

Oeste apurou que, em paralelo a esse trabalho, técnicos da gestão municipal identificaram indícios de fraudes relacionadas ao acesso simultâneo aos serviços de acolhimento e ao programa federal Bolsa Família. Há casos de pessoas abrigadas pela prefeitura que estariam, ao mesmo tempo, recebendo benefícios sociais aos quais não teriam mais direito, como auxílio para aluguel ou alimentação.

Os benefícios concedidos aos moradores de rua

A prefeitura tem mapeado essas situações com discrição. A preocupação é evitar o uso indevido de políticas públicas municipais por beneficiários que já são plenamente assistidos em nível federal. Cada acolhido tem acesso a três refeições diárias, além de estrutura básica de higiene e abrigo noturno, custeados integralmente pela cidade.

Apesar dos benefícios, uma parcela dos moradores de rua recusa o acolhimento ou abandona os abrigos — fator que desafia a administração pública.

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Moradores de rua no Túnel José Roberto Fanganiello Melhem, no entorno da Avenida Paulista | Foto: Daniela Giorno/Revista Oeste

O número de pessoas vivendo nas ruas disparou nos últimos anos em São Paulo. Em 2015, eram cerca de 15 mil. Hoje, o total ultrapassa 50 mil.

Via Revista Oeste

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