Depois da invasão da sede do banco Itaú na Avenida Faria Lima, zona oeste de São Paulo, no início de julho, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu uma investigação criminal para apurar os fatos e identificar possíveis responsáveis pelo financiamento da ação, conforme revelou o portal Metrópoles.
A apuração, iniciada nesta terça-feira, 15, segue o artigo 202 do Código Penal, que trata da invasão de estabelecimento comercial com o objetivo de impedir ou dificultar a atividade empresarial. O promotor criminal Cassio Roberto Conserino solicitou imagens das câmeras de segurança, depoimentos de um representante do banco e outros dados internos da instituição financeira.
Invasão do Itaú
O grupo Frente Nacional de Mobilização Povo Sem Medo liderou a ocupação, levando faixas e cartazes que defendiam maior tributação sobre milionários e justiça fiscal. Eles criticaram os proprietários do Itaú, que adquiriram o edifício-sede por R$ 1,5 bilhão, alegando que pagam “menos imposto que a maioria esmagadora do povo que luta para pagar aluguel e comer”. Entre as frases exibidas estavam: “O povo não vai pagar a conta”, “Chega de mamata” e “Taxação dos super ricos já!”.
O movimento aconteceu em um ambiente de polarização em Brasília, onde aliados do presidente Lula (PT) e o Congresso Nacional se enfrentam em torno da chamada “taxação BBB”, que envolve bilionários, casas de apostas e bancos, setores com forte influência no Legislativo.