sábado, abril 5, 2025
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Megaferiado no Rio: o que fazer e onde comer na Cidade Maravilhosa

Não é de hoje que eu namoro o Rio de Janeiro. Entre idas e vindas na ponte aérea, a Cidade Maravilhosa sempre me recebe de braços abertos, igual o Cristo Redentor, e me proporciona ótimas experiências combinadas a uma gastronomia interessante.

Além das praias mundialmente cobiçadas – Ipanema e Copacabana que nos diga -, entram nesse pacote atividades não tão óbvias, que são boas pedidas para o megaferiado que a cidade curtirá durante seis dias, de 18 a 23 de abril, indo da Sexta-Feira Santa ao Dia de São Jorge.

A boa notícia é que o Rio tem de tudo um pouco. Seja para aproveitar o sol na areia, para apreciar instituições culturais (vá ao Museu do Amanhã, ao MAM e à Casa Roberto Marinho!) ou ainda para comer e beber muito bem, a sugestão é combinar essa deliciosa mescla com novos roteiros, bairros e programas especiais.

Se tiver uma viagem marcada para o Rio no período ou for um carioca da gema, as dicas a seguir podem ser aproveitadas durante o feriadão e dão uma dimensão maior da capital. Já se pretende escapar da cidade grande, não deixe de conferir dicas sobre o litoral do estado, ou ainda de conhecer destinos no Vale do Café e na Serra. Bom proveito!

Rio visto de cima

O Pão de Açúcar é passeio obrigatório a todos que visitam a cidade pela primeira vez. Entra no cardápio a subida ao Cristo, que foi o atrativo brasileiro mais buscado no exterior em 2024, com mais de 175 mil pesquisas, segundo o relatório Tendências do Turismo 2025, da Embratur e do Ministério do Turismo.

Outra maneira de apreciar a cidade de cima é no pico do Morro Dois Irmãos. Aqui, nada de bondinho: a especialidade é a trilha. A aventura começa na base do Vidigal, onde um mototáxi nos leva até a entrada do percurso. Sempre opte por um guia local, que nos acompanha por uma caminhada de cerca de 1,5 km em meio à natureza.

Em uma das paradas, conseguimos ter uma visão privilegiada de São Conrado, e, mais adiante, podemos ver toda a Rocinha até a Pedra da Gávea. Lá no pico, somos recompensados com paisagens do Cristo, do Jockey, da Lagoa e das praias da Zona Sul. Mas a aventura não para por aí: para os mais corajosos, o rapel também é uma opção.

Por falar em vistas privilegiadas, certos restaurantes cariocas capricham nos visuais. É o caso do Aprazível, no alto de Santa Teresa, com paisagem que enquadra para a Baía de Guanabara. Ali, a chef Ana Castilho nos serve uma mistura de influências mineiras com outras brasilidades e os drinques com cachaça destacam-se na carta.

Outro que chama a atenção é o asiático Xian, com vista para a Marina da Glória e vizinho ao Santos Dumont, sendo uma mão na roda pra quem está de pit stop na cidade.

Rotas fora do eixo


Daniela Filomeno no Real Gabinete Português de Leitura, um dos endereços nas rotas literárias da cidade • CNN Viagem & Gastronomia

Ultimamente, o Rio tem se destacado com rotas dentro da própria cidade que exaltam maravilhas que estavam, muitas vezes, “escondidas” para aos olhos de visitantes e até dos próprios moradores. Uma das iniciativas mais recentes é a Rota do Samba, um projeto com roteiros temáticos que reúne locais marcados pela força do samba, tudo isso com a ajuda de ferramentas interativas.

Um roteiro sugerido é pelo bairro Oswaldo Cruz, que passa por 10 pontos ligados à gênese do samba. A Casa Candeia, a Feira das Yabás, a Quadra da Portela, o Bar do Seu Nozinho, a Casa da Tia Doca e o Circo São Jorge são locais no caminho.

Honrando o título de Cidade Criativa da UNESCO pela literatura, a dica é apostar ainda nas rotas Rio Literário e Machado de Assis, que destacam endereços que foram – e ainda são – importantes para o espírito literário da cidade.

No centro, a Pequena África é mais uma área que vem chamando atenção. Na zona portuária, a região é formada pelos bairros Saúde, Gamboa e Santo Cristo, ocupados por uma população majoritariamente negra. Por ali, o Cais do Valongo é um Patrimônio da Humanidade. Já foi ponto de desembarque e comércio de escravizados e hoje, sem esquecer do passado, reúne bares e restaurantes.

Destaque também para a Pedra do Sal, um dos berços do samba e fonte de cultura afro-brasileira. Hoje, o local ganha bastante agito à noite, com rodas de samba recorrentes, e nas redondezas são vendidos quitutes como acarajé e vatapá. Há ainda o Largo da Prainha, ponto de encontro certo entre antenados na cena carioca, e vale visitar o Museu da História e da Cultura Afro-brasileira, com acervo variado que dialoga com o território da Pequena África.

E por que não uma subida a Santa Teresa? O tradicional bairro ganha charme com ruas de paralelepípedo e casarões históricos. A boemia ganha os copos e há mirantes com vistas privilegiadas, caso do Mirante do Rato Molhado, pertinho do Largo dos Guimarães, ponto central da região.

Ah, e andar de bondinho também é uma delícia de passeio. Para a nossa sorte, a linha do centro a Santa Teresa resistiu ao tempo e o veículo amarelo passa pelos principais pontos do bairro, entrando no nosso imaginário coletivo.

Praias e belezas naturais


Praia Grumari, no Rio de Janeiro, ficou entre as 10 melhores do mundo
Praia Grumari, na Zona Oeste, já foi eleita uma das mais belas do mundo • Cine Drone Rio

Vamos aos fatos: Ipanema e Copacabana são ícones cariocas inquestionáveis. Leblon, Arpoador, Flamengo e Botafogo, além da Barra, também entram na lista dos queridinhos.

Mas o Rio vai além e surpreende com escolhas não tão óbvias. Que tal sair da Zona Sul e conhecer praias que esbanjam beleza na Zona Oeste? Entre os exemplos surge a Praia de Grumari, dentro de uma área de proteção ambiental, sendo popular tanto para surfistas quanto para quem deseja sossego.

Também nesta região fica a Prainha. O nome entrega que o local é pitoresco, com a montanha, a areia e o mar dividindo espaço, atraindo desde surfistas até famílias. Outro nome é a Praia da Reserva, que se alonga por alguns quilômetros sem grandes prédios na paisagem: restam a água e a tranquilidade.

Para além das faixas de areia, um passeios de barco é opção para conhecer a Cidade Maravilhosa de outro ângulo. Os mais comuns rodam a Baía de Guanabara e podem ser feitos a bordo de escuna, lancha, veleiro ou catamarã.

Há saídas de manhã e no pôr do sol, em que a Marina da Glória é ponto popular de partida. Não importa se for um momento privado ou compartilhado: esta é daquelas atividades em que o álbum de fotos volta lotado de novos cliques!

Comer bem…

No Rio, botequins tradicionais e restaurantes estrelados convivem lado a lado. E nada melhor do que começar o dia com um café da manhã caprichado. A refeição pode ser curtida, por exemplo, no Café 18 do Forte, dentro do Forte de Copacabana; na The Slow Bakery, uma das mais festejadas do Rio; ou no Arp Bar, no térreo do hotel Arpoador, logo em frente à praia de mesmo nome. Confira mais dicas nesta matéria.

Para o almoço, o Ocyá nos leva a um lado diferente do Rio. Situado na Ilha Primeira, a casa do chef Gerônimo Athuel só é acessada de barco e cai bem para um almoço regado a frutos do mar e peixes, que são as estrelas do menu. Uma unidade no continente foi aberta em pleno Leblon em 2023.

Por falar em matérias-primas que saem do mar, o Satyricon tem tradição em ser um dos melhores endereços do Rio. Os peixes saem das águas da Baía de Guanabara e chegam diariamente à casa em Ipanema com todo o frescor que desejamos. Pense em nomes como robalo, linguado, lagosta, cavaquinha, lagostim e camarão: todos estão na casa.


Bolovo do Tijolada, boteco do chef Thomas Troisgros
Bolovo do Tijolada, boteco do chef Thomas Troisgros • Tina Bini

Se a ideia for um boteco, opções não faltam, inclusive chefs renomados têm apostado em casas descontraídas – e deliciosas – como é o caso do Tijolada, de Thomas Troisgros, que tem “televisão de cachorro”, estufa com empanadas e empadinhas e um bolovo dos deuses, em Ipanema. Já o chef Elia Schramm abriu recentemente o Jurubeba, em Botafogo, com um menu que não foge da raiz, sem firulas, e cheio de refogados e chopp Brahma bem tirado. Rafa Gomes está à frente do Tim Tim, na badalada Dias Ferreira, no Leblon, e Bruno Katz comanda, desde 2022, o ótimo Chanchada, em Botafogo. Além, é claro, das casas comandadas por Pedro Artagão: Boteco Rainha, Princesa e Irajá Redux.

O cair da noite exige diferentes ocasiões. Pode ser um bom momento para uma cozinha ousada, como a italiana do Sult, em Botafogo, ou para um japonês que merece ser degustado sem pressa, como o caso do Haru Sushi, em Copacabana, e ainda o menu degustação sem amarras no Oseille, em Ipanema.

Se for do seu apetite um endereço badalado para ver e ser visto, o nome é o Elena, que tem atraído as atenções no Horto – a comida de inspiração asiática, a extensa carta de vinhos e de saquês e o ambiente descolado geram mesas disputadas.

Para ajudar a escolher o roteiro gastronômico, sempre dou uma espiada no Guia Michelin e na ranking do Latin America’s 50 Best Restaurants, que exaltam endereços interessantes da cidade.

…E beber também

O Rio também nos fisga pelos copos, já que possui desde botecos onde a cerveja gelada impera até bares de alta coquetelaria.

Jobi, Galeto Sat’s e Bar do Momo são tradicionais na botecagem carioca, mas nomes como Nosso, Quartinho e Liz Cocktails & Co andam fazendo barulho na coquetelaria.

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Via CNN

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