Teresina - Piauí sábado, 07 de março 32°C
Destaque / Internacional

Macron, sobre livre-comércio de UE e Mercosul: ‘França é contra’

O presidente francês Emmanuel Macron manifestou sua oposição à atual proposta de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, que está em negociação entre os blocos. A fala ocorreu em Buenos Aires, neste domingo, 17, antes de embarcar ao Rio de Janeiro, onde participa do G20.

Ele assegurou que a França não assinará o tratado na forma em que está escrito no momento. Ele busca atender aos pedidos dos agricultores franceses, que estão preocupados com o impacto do acordo em suas atividades.

Durante sua visita à Argentina, Macron se reuniu com o presidente Javier Milei, que, segundo o francês, também teria um descontentamento com o texto do acordo.

Macron destacou que a França é contrária ao tratado e ressaltou que Milei reconheceu que o acordo pode ser desfavorável para a reindustrialização da Argentina. Já para a França, os impactos dos prejuízos estariam no setor agrícola.

“A França se opõe a esse acordo”, disse Macron. “E vou lhes dizer: o presidente Milei, ele mesmo me disse que não estava satisfeito com esse texto.”

A França de Macron e a União Europeia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Foto: Reprodução/Ursula von der Leyen/Twitter
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen | Foto: Reprodução/Ursula von der Leyen/Twitter

Na entrevista concedida na pista do Aeroporto de Buenos Aires, Macron afirmou que o governo francês não acredita no pré-acordo tal como ocorreu a negociação. Na sequência, ele seguiu para o Brasil, para participar da cúpula do G20.

Ele também mencionou que, apesar do apoio de alguns países da UE, como Alemanha e Espanha, ao tratado, a França mantém sua posição firme.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de a União Europeia avançar sem o aval francês, Macron expressou sua confiança no respeito que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem pela França. O órgão europeu planeja concluir o acordo até o fim deste ano.

O principal argumento dos franceses é que seria incoerente exigir dos agricultores franceses práticas rigorosas de cultivo, ao passo que se permite a entrada de produtos importados que não seguiriam os mesmos critérios de qualidade.



Via Revista Oeste

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados.