O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou a primeira-dama Janja da Silva como uma das representantes do Brasil na 70ª Comissão sobre a Situação da Mulher da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Ela embarcou na cidade dos Estados Unidos neste domingo (8) com as despesas custeadas pelo governo federal.
De acordo com uma apuração publicada nesta segunda (9) pelo Poder360, a viagem de Janja ao evento durará, pelo menos, uma semana e foi confirmada em um despacho de Lula publicado no Diário Oficial da União (DOU) na última semana.
“Designar Rosângela Lula da Silva para participar, a convite da Ministra de Estado das Mulheres, da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, com ônus, no período de 7 a 14 de março de 2026, inclusive trânsito, na cidade de Nova York, Estados Unidos da América”, disse no decreto assinado pelo ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores (veja na íntegra).
Segundo a equipe de Janja publicou em uma rede social, a participação dela ocorre já a partir desta segunda (9) em eventos na sede da ONU e na Fundação Ford para Justiça Social. Em uma delas, a primeira-dama acompanha o discurso da ministra Márcia Lopes, das Mulheres, durante um debate.
“[O evento] é um dos espaços mais importantes do mundo para discutir nossas vivências e desafios enquanto mulheres”, disse Janja.
Ela acrescentou que o encontro reúne governos, organizações e sociedade civil para compartilhar experiências e fortalecer políticas públicas contra violência, feminicídio e desigualdades de gênero.
A delegação brasileira também conta com autoridades como a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Ao todo, 40 servidoras de 17 órgãos federais foram designadas para participar da missão, incluindo representantes de ministérios e instituições públicas, segundo publicações no DOU apuradas pelo Poder360.
A viagem ocorre semanas após Janja receber reconhecimento internacional da FAO, agência da ONU para alimentação e agricultura, em uma cerimônia realizada no último dia 4, em Brasília. Ela foi nomeada “Campeã da Igualdade Social”.
A ida à ONU também ocorre após o lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa anunciada pelo governo federal em fevereiro. Segundo Lula, a proposta surgiu depois que Janja se emocionou com a sequência de casos de violência contra mulheres registrados no país em 2025.
O Poder360 apurou que, desde 2023, Janja já acumulou 170 dias fora do Brasil em agendas internacionais. Nesse período, foram 36 viagens a 37 países, superando em 23 dias o tempo que o próprio presidente passou no exterior.