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Lula e presidente de direita da Bolívia assinam acordos de segurança

Lula e presidente de direita da Bolívia assinam acordos de segurança

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu homólogo boliviano Rodrigo Paz assinaram acordos de cooperação em segurança pública nesta segunda-feira (16), durante uma visita oficial de Estado do estrangeiro ao Palácio do Planalto, em Brasília. Paz deu fim a 20 anos de governos da esquerda no país andino ao vencer as eleições em novembro do ano passado.

Embora o conteúdo dos acordos de cooperação não tenha sido detalhado, Lula afirmou que as políticas bilaterais vão tratar principalmente no combate ao tráfico de drogas e de pessoas.

“O acordo que assinamos hoje renova nosso compromisso com o combate ao crime organizado nos dois lados da fronteira. Ele prevê maior coordenação para prevenir e punir o tráfico de drogas e de pessoas, contrabandos, roubos de veículos, lavagem de dinheiro, mineração ilegal e crimes ambientais”, afirmou em discurso.

Paz não comentou diretamente sobre os acordos de segurança pública firmados com o Brasil, mas citou que a Bolívia está começando uma nova era sob seu governo e que novas leis serão aprovadas ao longo deste ano para abrir a economia do país ao mundo – o que ele já havia mencionado ao tomar posse no ano passado, como forma de corrigir as políticas do passado centradas na figura do ex-presidente Evo Morales.

“Os nossos ministros estão fazendo um trabalho extraordinário. Em 2026 é o ano de organizar a casa na Bolívia, teremos novas leis a curto prazo, novas formas de entender o que vamos fazer com os hidrocarbonetos, a mineração, o manejo das terras raras que têm um grande valor”, citou Rodrigo Paz.

O presidente boliviano focou seu discurso principalmente sobre o potencial mineral da Bolívia, o fornecimento de gás ao Brasil e a integração para a formação do corredor bioceânico até o Oceano Pacífico.

No ano passado, Lula não compareceu à posse de Paz e enviou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin, para representá-lo. O petista tinha fortes relações ideológicas com Morales durante seus dois primeiros mandatos, mas também com críticas pontuais como no episódio da nacionalização do gás boliviano em 2006, contornada pela diplomacia brasileira.

A Bolívia é o principal fornecedor de gás natural do Brasil e, segundo Lula, se pretende ampliar a integração dos mercados da região.

“Em um contexto internacional marcado por conflitos que ameaçam a provisão segura de combustíveis, a Bolívia permanece como uma fonte segura e mantém a condição de maior fornecedor de gás natural para o Brasil. Conversamos sobre a possibilidade de ampliar investimentos nessa área e incrementar o volume exportado para o mercado brasileiro”, pontuou o petista.

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