quinta-feira, abril 3, 2025
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Lisboa aprova referendo que restringe aluguéis a turistas

Os moradores de Lisboa estão mais próximos de restringir os aluguéis de curto prazo, como os oferecidos pelo Airbnb, em edifícios residenciais. A Câmara Municipal da capital portuguesa aprovou uma proposta para realizar um referendo local com o objetivo de combater uma crise habitacional e os crescentes preços dos aluguéis.

Essa medida pode afetar cerca de 20 mil acomodações de temporada e ”liberar” moradias para os residentes da cidade. O referendo, se aprovado, poderá criar um precedente para outras cidades europeias que enfrentam desafios semelhantes no turismo e na habitação, conforme análise da agência de notícias Reuters.

O preço dos aluguéis em Lisboa mais que dobrou na última década, enquanto os valores das casas aumentaram em 200%, segundo dados da consultoria Confidencial Imobiliário.

Desde 2015, o aumento do turismo trouxe benefícios econômicos, mas também colocou pressão sobre o mercado imobiliário. A situação gerou protestos na capital e em outras cidades portuguesas.

Impacto dos aluguéis de curto prazo em Lisboa

Prédio construído na orla de São Conrado, no Rio de Janeiro
Muitos habitantes locais enfrentam dificuldades para encontrar moradia acessível | Foto: Reprodução/marcuscavalcanti.com.br/2022/03/08/2006/

Muitos habitantes locais enfrentam dificuldades para encontrar moradia acessível. Depois da aprovação do referendo pela Câmara, o processo ainda depende da validação das perguntas a serem incluídas na cédula pelo Tribunal Constitucional.

A gerente de projetos e integrante do Movimento Referendo pela Habitação Raquel Antunes destacou a urgência de mais moradias disponíveis.

“É cerca de 8% do estoque total de moradias da cidade e estamos em uma situação de crise, em que precisamos de casas para morar”, disse Raquel, de 23 anos.

A votação, que seria a primeira do tipo em Lisboa por iniciativa popular, está prevista para o primeiro semestre de 2025. Se o resultado for favorável, a resolução pode ser vinculativa e exigir a retirada gradual dos aluguéis de curto prazo em Lisboa.

A expectativa é que tudo ocorra dentro de seis meses e, depois desse período, novas instalações em edifícios residenciais ficariam proibidas.

Via Revista Oeste

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