sexta-feira, abril 4, 2025
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Lewandowski demite diretor do Presídio Federal de Mossoró


O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o diretor da Penitenciária Federal de Mossoró (RN), Humberto Gleydson Fontinele Alencar, que estava afastado do cargo desde fevereiro. A portaria de dispensa foi assinada na quarta-feira 3, e oficializada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 5.

Na terça-feira 2, o ministério concluiu investigação interna a respeito da eventual responsabilidade de funcionários públicos na fuga de Deibson Cabral e Rogério Mendonça, dupla da facção criminosa Comando Vermelho que havia escapado da cadeia em 14 de fevereiro. O órgão resolveu mover processos administrativos contra dez servidores, mas concluiu que não houve corrupção, mas “falhas nos procedimentos carcerários de segurança”.

Atualmente, a penitenciária está sob os cuidados de Carlos Luis Vieira Pires. Ele foi nomeado como uma espécie de “interventor” pelo ministro Ricardo Lewandowski logo que a cúpula do presídio foi afastada.

Demissão de diretor e recaptura dos criminosos que haviam fugido do Presídio de Mossoró

Nesta quinta-feira, 5, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal recapturaram os foragidos. Cabral e Mendonça foram cercados em uma ponte em Marabá, no sudeste do Pará. Além deles, quatro comparsas foram presos.

Polícia Federal prendeu mais um suspeito de ajudar os fugitivos da penitenciária federal de Mossoró (RN).
Rogério e Deibson: dupla fugiu da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) | Foto: Reprodução/Secretaria Nacional de Políticas Penais

De acordo com Lewandowski, os detidos formaram um “comboio do crime” para tentar escapar do Brasil. Inicialmente, um dos criminosos ameaçou reagir ao apontar um fuzil para os policiais, mas desistiu.

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Cabral e Mendonça foram levados de volta a Mossoró. De acordo com o ministro, a penitenciária passou por uma reestruturação de seus equipamentos de segurança. Além disso, ocorreu uma revisão dos protocolos para evitar novas fugas.

A fuga que ocorreu na Penitenciária de Mossoró é inédita no sistema penitenciário federal, criado m 2006. Os dois criminosos ficaram foragidos por 51 dias. As buscas foram responsáveis por gastos de R$ 2,5 milhões por parte do governo federal. Apesar disso, Lewandowski definiu como “vitória” o desfecho do caso.

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A lentidão nas buscas motivou desgaste para o governo Luiz Inácio Lula da Silva e para Lewandowski, que havia acabado de assumir a pasta. Ele substituiu Flávio Dino, que foi para o Supremo Tribunal Federal.


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

Via Revista Oeste

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