O governo dos Estados Unidos, por meio do Departamento de Estado, publicou nesta segunda-feira, 14, uma nota oficial em que endossa as medidas adotadas pelo presidente Donald Trump contra o governo do Brasil e, em especial, contra a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração, feita pelo subsecretário de Estado para a Diplomacia Pública, Darren Beattie, foi divulgada no perfil oficial da pasta na rede X e menciona, além de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o comunicado, Trump encaminhou uma carta impondo sanções ao Brasil em resposta ao que considerou ataques à liberdade de expressão, à figura do ex-presidente Jair Bolsonaro e aos interesses comerciais dos Estados Unidos.
A publicação afirma que Trump “enviou uma carta impondo consequências há muito esperadas à Suprema Corte de Moraes e ao governo Lula por seus ataques a Jair Bolsonaro, à liberdade de expressão e ao comércio norte-americano” e considera que “tais ataques são uma vergonha e estão muito abaixo da dignidade das tradições democráticas do Brasil”.
Confira a nota que cita Moraes na íntegra
O presidente Trump enviou uma carta impondo consequências há muito esperadas à Suprema Corte de Moraes e ao governo Lula por seus ataques a Jair Bolsonaro, à liberdade de expressão e ao comércio americano.
Tais ataques são uma vergonha e estão muito abaixo da dignidade das tradições democráticas do Brasil.
As declarações do presidente Trump são claras. Estaremos observando atentamente.
O papel de Darren Beattie
Beattie exerce, desde fevereiro, o cargo de subsecretário interino de Estado para Diplomacia Pública e Assuntos Públicos dos EUA, um dos dez cargos mais altos do Departamento de Estado. A função tem como objetivo integrar a diplomacia pública com a comunicação institucional e a diplomacia tradicional, a fim de promover os interesses nacionais do país.
O subsecretário supervisiona os departamentos de Assuntos Educacionais e Culturais, Assuntos Públicos Globais e outras unidades estratégicas ligadas à formulação de políticas e planejamento de comunicação internacional. É um cargo de nomeação presidencial, sujeito à aprovação do Senado, e sem mandato fixo.
Criado em 1999, o posto ganhou relevância com a reorganização das agências de relações exteriores dos EUA e hoje é responsável por transmitir ao mundo a posição oficial do governo norte-americano em temas sensíveis como liberdade de expressão, democracia e direitos humanos.