sexta-feira, abril 11, 2025
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Justiça dos EUA inocenta o ‘herói do metrô de Nova York’

Um tribunal de Manhattan, nos Estados Unidos, declarou Daniel Penny inocente da acusação de homicídio por negligência criminosa, nesta segunda-feira, 9. O ex-fuzileiro naval, de 26 anos, salvou a vida de passageiros em um metrô de Nova York depois de conter um homem identificado como Jordan Neely. Este último havia surtado e ameaçado as pessoas que estavam no transporte público, em maio de 2023.

Considerado o “herói do metrô de Nova York”, Penny poderia pegar até quatro anos de prisão por negligência criminosa ou até 15 por homicídio culposo, quando não há a intenção de cometer o assassinato. A acusação se deu porque Neely morreu no momento da abordagem.

Aplausos no tribunal

Houve aplausos no tribunal enquanto o veredicto de inocência era lido em voz alta pelo juiz. Depois, o ex-fuzileiro olhou para os membros do júri e balançou a cabeça em agradecimento. Ele é considerado por muitos um herói nacional depois de ter salvado a vida dos passageiros que estavam no metrô.

“Não estava tentando machucá-lo”, disse Penny aos investigadores depois do incidente.“Só estava tentando evitar que ele machucasse mais alguém. Ele estava ameaçando.”

Polarização dos EUA

O caso, no entanto, polarizou a população dos EUA. Ativistas do movimento de esquerda Black Lives Matter colocaram o nome de Neely à sua lista de vítimas. Os promotores, por sua vez, afirmaram que Penny agiu de forma imprudente e negligente ao conter o homem que havia ameaçado passageiros.

Penny poderia pegar até quatro anos de prisão por negligência criminosa ou até 15 por homicídio culposo | Foto: Reprodução/Twitter/X
Penny poderia pegar até quatro anos de prisão por negligência criminosa ou até 15 por homicídio culposo | Foto: Reprodução/Twitter/X

Os legistas afirmaram que Neely morreu em razão do estrangulamento. A defesa de Penny, em contrapartida, contestou a determinação dos médicos. Os advogados afirmam que as acusações foram feitas por causa de “uma pressa em julgar com base em algo diferente da ciência médica”.

Via Revista Oeste

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