Um novo bombardeio atingiu posições controladas pelo grupo terrorista Houthi no porto de Hodeidah, Iêmen, na manhã desta segunda-feira, 21. A ofensiva foi uma resposta de Israel aos ataques a navios e ao lançamento de mísseis contra seu território.
Israel Katz, ministro da Defesa de Israel, declarou que o exército israelense está “reagindo energicamente a qualquer tentativa de restaurar a infraestrutura terrorista previamente atacada”, segundo informações da Reuters.
Bombardeios e justificativas de Israel
A emissora iemenita Al Masirah, ligada ao grupo Houthi, relatou a ocorrência de múltiplos bombardeios na área portuária, mas não apresentou informações detalhadas sobre possíveis danos provocados na região.
Em nota oficial, as Forças de Defesa de Israel (FDI) justificaram a ofensiva ao afirmar que o porto de Hodeidah é utilizado “para transferir armas do regime iraniano”. O armamento, segundo as FDI, é usado pelos terroristas houthis “para executar ataques contra o Estado judeu e seus aliados”.
Ataques no Mar Vermelho
Desde o começo do conflito entre Israel e Hamas, os houthis, apoiados pelo Irã, passaram a atacar embarcações no Mar Vermelho. Os terroristas consideram os massacres como “manifestações de apoio aos palestinos”.
“Como deixei claro, o destino do Iêmen é o mesmo de Teerã”, afirmou Katz. “Os houthis pagarão um preço alto por lançar mísseis contra o Estado de Israel.”
No começo deste mês, o grupo Houthi assumiu a autoria de um ataque ao navio grego Eternity C. Segundo autoridades marítimas, quatro dos 25 tripulantes morreram durante a ação.