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Irã é acusado de espionar judeus na Alemanha

O governo alemão decidiu convocar o embaixador do Irã em Berlim, Majid Nili Ahmadabadi, depois da prisão de um cidadão dinamarquês suspeito de espionar judeus na capital alemã. Autoridades da Alemanha acreditam que ele teria agido a mando de autoridades iranianas, com possível ligação ao planejamento de ataques.

“Não toleraremos qualquer ameaça à vida judaica na Alemanha”, ressaltou o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha no X.

O suspeito, identificado apenas como Ali S, foi detido na cidade de Aarhus, na Dinamarca, na última quinta-feira, 26, conforme informado pela Procuradoria Federal da Alemanha.

Instruções para espionar judeus na Alemanha

Segundo promotores, Ali S teria recebido instruções de um órgão de inteligência iraniano. O objetivo seria obter informações sobre locais e cidadãos judeus em Berlim. No mês passado, ele teria espionado três propriedades.

Depois da extradição da Dinamarca, Ali S será apresentado a um juiz do Tribunal Federal de Justiça. A investigação se baseou em informações dos serviços de inteligência internos.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, afirmou à imprensa que a confirmação do caso “mostra que o Irã é uma ameaça aos judeus em todo o mundo”.

Repercussão e resposta das autoridades

Segundo a revista alemã Der Spiegel, Ali S teria fotografado edifícios como a sede da Sociedade Germano-Israelense, localizado em Berlim. Ele também teria vigiado um local frequentado por Josef Schuster, presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha.

A Embaixada do Irã em Berlim negou as acusações. O órgão as considerou “infundadas e perigosas”. Além disso, afirmou que seriam uma tentativa de desviar a atenção dos “recentes ataques de Israel ao Irã”.

Diante do aumento das ameaças, a Alemanha reforçou a segurança em locais judaicos desde os ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023. 

Em setembro do ano passado, um homem armado foi morto pela polícia em Munique depois de troca de tiros próxima ao consulado israelense. O caso foi tratado como tentativa de atentado.



Via Revista Oeste

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