A oposição anunciou, nesta quarta-feira, 6, que o presidente da Câmara, Hugo Motta, vai pautar a anistia e o fim do foro privilegiado na semana que vem.
O acordo foi costurado com lideranças partidárias para que, dessa forma, a direita desocupasse a Mesa Diretora da Casa.
Congressistas conservadores ocuparam o espaço a fim de criticar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e a “omissão” de Motta.
De acordo com a oposição, o objetivo é “restabelecer as prerrogativas constitucionais do Congresso Nacional” e reagir ao que classificam como interferência excessiva do Judiciário.
Coletiva da oposição depois de fala sobre Hugo Motta
Posteriormente à desocupação da Mesa, a oposição realizou uma coletiva de imprensa
“O momento do país é gravíssimo”, disse o líder do Partido Liberal na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ). “Temos o Legislativo de cócoras para o Judiciário.”
Conforme Cavalcante, o foro privilegiado — originalmente criado para proteger parlamentares — se tornou um “instrumento de chantagem”, por parte de ministros do STF.
Motta foi citado como o responsável por conduzir as negociações, com apoio dos líderes do PP, do União Brasil, do Novo, do PSD e da minoria.
Além do fim do foro, o grupo defende a votação de uma proposta de anistia a parlamentares investigados ou punidos por decisões do STF.