quinta-feira, julho 4, 2024
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Guaíba permanece abaixo de 4 metros

O nível do lago Guaíba, que banha Porto Alegre (RS) está abaixo dos 4 metros. A medição mais recente foi realizada na manhã desta quinta-feira, 23, e registrou 3,88 metros. A cota de inundação do lago é de três metros.

De acordo com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), há uma preocupação com a manutenção do nível elevado, especialmente devido à previsão de chuvas e ao impacto dos ventos.

O nível mais alto do Guaíba foi alcançado em dia 5 de maio, quando chegou a 5,35 metros. Esse aumento significativo no nível da água causou grandes transtornos na capital gaúcha, afetando áreas como comércio, indústria, serviços e residências.

A prefeitura de Porto Alegre iniciou uma operação de limpeza nas ruas que não estão mais inundadas, que inclui a remoção de lodo e varrição das áreas afetadas. Para essa tarefa, foram mobilizados 800 garis, 168 caminhões e 30 retroescavadeiras.

Na terça-feira 21, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre assinou um contrato para o uso de um aterro localizado em Gravataí, a 22 km de distância, destinado ao descarte dos resíduos gerados após a enchente.

O contrato tem um valor de R$ 19,7 milhões e duração de seis meses. Será feito o descarte de entre 77 mil e 180 mil toneladas de resíduos, que serão transportados por caminhões.

O lago Guaíba

O rio Guaíba banha algumas cidades da região metropolitana de Porto Alegre | Foto: Reprodução/Redes sociais
O rio Guaíba banha algumas cidades da região metropolitana de Porto Alegre | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Guaíba tem uma extensão de 496 km², responsável por abarcar a região metropolitana de Porto Alegre. Nele, desembocam os rios Jacuí, Sinos, Caí e Gravataí.

Com as chuvas recentes, o rio chegou a registrar 4,96 metros de altura e ultrapassou o recorde histórico de 1941, quando o nível das águas subiu para 4,76 metros. A inundação durou 22 dias.

As enchentes de 1941 e 2024 ocorreram no mesmo mês e afetaram todo o Estado do Rio Grande do Sul. O IPH-UFRGS afirma que os eventos são “atípícos”, visto que o acúmulo de águas no Guaíba ocorre, normalmente, na transição entre o inverno e a primavera.



Via Revista Oeste

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