A gestão de Donald Trump determinou que 197 palavras sejam evitadas em agências federais dos Estados Unidos, de acordo com uma compilação publicada pelo jornal The New York Times. A lista de termos apareceu em memorandos do governo.
Algumas palavras foram removidas de sites voltados ao público, enquanto outras foram excluídas de currículos escolares por ordem do governo. No entanto, nem todos os termos foram completamente banidos. Alguns receberam apenas a recomendação de precaução no uso.
A lista divulgada pelo jornal norte-americano inclui palavras como “antirracista”, “crise climática”, “diversidade”, “feminismo”, “LGBTQ”, “não-binário” e “acessibilidade”. É possível que a relação apresentada não seja definitiva, já que podem existir mais memorandos de agências que não foram acessados pela publicação.

A restrição desses termos faz parte da política de Trump contra a cultura woke.
Recentemente, o presidente dos EUA anunciou que havia retirado “o veneno da teoria crítica da raça” das escolas públicas. Em alguns Estados norte-americanos, o ensino desse tema já está proibido, com a justificativa de que ele implica em suspeitar de todas as pessoas brancas como racistas.
“Nosso país não será mais woke’, diz Trump
Em um discurso no Congresso no início do mês, o republicano afirmou que seu governo estava encerrando as políticas de diversidade. “Encerramos a tirania das chamadas políticas de diversidade, equidade e inclusão em todo o governo federal, bem como no setor privado e em nossas forças armadas”, disse Trump. “E nosso país não será mais woke.”
Trump “América não será mais WOKE!”:
“Acabamos com a tirania das chamadas políticas de diversidade, equidade e inclusão em todo o governo federal, e de fato no setor privado e em nossas forças armadas. Nosso país NÃO SERÁ MAIS WOKE!” pic.twitter.com/56cdvGkrYZ
— Brasil Paralelo (@brasilparalelo) March 5, 2025
Uma das ordens executivas assinadas pelo presidente dos EUA no primeiro dia de seu retorno à Casa Branca condenou o que considerava uma campanha de pressão do governo do ex-presidente Joe Biden para restringir os direitos da Primeira Emenda “de uma maneira que promovesse a narrativa preferida do governo sobre questões significativas de debate público”, por meio da pressão sobre plataformas de tecnologia.
“A censura governamental à expressão é intolerável em uma sociedade livre”, afirmou o presidente.