O governo federal analisa a possibilidade de destinar até R$ 6 bilhões para reforçar o caixa dos Correios. A medida é discutida como alternativa para reduzir o impacto do prejuízo acumulado e dar sustentação ao plano de recuperação financeira da estatal.
A proposta ainda está em fase de avaliação. Integrantes da equipe econômica defendem cautela antes de qualquer decisão definitiva. A prioridade, neste momento, é acompanhar os resultados das medidas internas já adotadas para reorganizar as contas.
A empresa enfrenta um cenário considerado delicado, com sucessivos resultados negativos e aumento das despesas operacionais. O rombo financeiro acumulado elevou o nível de preocupação dentro do governo e ampliou a discussão sobre possíveis formas de socorro.
Mesmo assim, a liberação imediata de recursos não é tratada como certa. A ideia é observar se o plano de ajuste, iniciado recentemente, será suficiente para melhorar o desempenho sem necessidade de novo aporte direto do Tesouro.
No fim do ano passado, a estatal buscou reforçar o caixa por meio da contratação de empréstimos com garantia pública. O objetivo foi ganhar fôlego financeiro e viabilizar a execução de um pacote de reestruturação administrativa e operacional.
Entre as medidas previstas estão cortes de custos, revisão de contratos e mudanças na estrutura de funcionamento. A empresa também passou a estudar novas frentes de atuação para ampliar receitas e reduzir a dependência das atividades tradicionais.
Outro eixo do plano envolve a venda de imóveis considerados ociosos. A estratégia inclui a negociação de prédios administrativos, galpões e terrenos em diferentes regiões do país. A expectativa é levantar recursos para fortalecer o caixa e modernizar a operação logística.
Os valores desses ativos variam de acordo com localização e tamanho. Alguns imóveis possuem alto valor comercial e podem gerar entrada relevante de capital. A direção da estatal aposta no fato de que essas medidas, combinadas, podem reduzir a necessidade de um aporte direto e acelerar o processo de recuperação financeira.