quinta-feira, novembro 7, 2024
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Gleisi reclama de alta de juros e é corrigida no Twitter/X

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do PT, criticou, mais uma vez, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de elevar a taxa de juros.

Para ela, o reajuste da Selic para 11,25% é uma “sabotagem à economia do país e eleva ainda mais os juros estratosféricos”. “Irresponsabilidade total com um país que precisa e quer continuar crescendo”, escreveu.

Logo depois, o Twitter/X acrescentou uma nota de correção, ao incluir contexto ao post de Gleisi. O texto lembra que a decisão do Copom foi adotada de “forma unânime por todos os membros do comitê”. “Inclusive o atual indicado do governo para assumir a presidência do Banco Central, Gabriel Muricca Galipolo, votou a favor”.

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Print do tuíte de Gleisi e a nota de correção | Foto: Reprodução/Twitter/X

A decisão do Copom pela alta de 0,5 ponto porcentual na taxa de juros foi tomada em reunião na última quarta-feira, 6. Esse aumento é o mais significativo desde maio de 2022 diante da alta da inflação.

A inflação tem acelerado nos últimos meses, e analistas de mercado projetam um índice anual em 2024 superior ao teto da meta, de 4,5%. Isso se deve em parte ao excesso de gastos do governo Lula e à ausência de uma política fiscal sólida.

“O ambiente externo permanece desafiador, em função, principalmente, da conjuntura econômica incerta nos Estados Unidos”, informou a nota do Copom.

O governo segue afirmando que apresentará um plano de corte de gastos nesta semana.

Desde que Lula assumiu o governo, ele e seus aliados têm criticado exaustivamente a taxa de juros, pressionando por uma queda. O alvo preferencial dos ataques é o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que deixará o cargo no fim do ano. Ele foi escolhido ainda na gestão de Jair Bolsonaro e permaneceu por ter mandato e estabilidade no cargo.

Lula já escolheu Galípolo para substituir Campos Neto. O futuro presidente do BC também votou, na quarta-feira, a favor de elevar os juros.

A trajetória da taxa de juros

A Selic estava em 13,75% ao ano, em julho de 2023. De lá para cá, o Banco Central reduziu a taxa e a manteve em 10,5%, em junho de 2024. O aumento de setembro marcou o primeiro ajuste na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. Este é o segundo aumento consecutivo.

O mercado já antecipava este ajuste e projeta que a taxa alcance 11,75% até o fim de 2024, conforme o Relatório Focus do Banco Central. O órgão ainda analisa os fatores internos que poderiam contribuir para a inflação.

Via Revista Oeste

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