A família de um aluno de 7 anos agrediu uma professora particular depois que a educadora, de 65 anos, cobrou do menino o cumprimento de tarefas escolares. O caso aconteceu no dia 18 de março deste ano, no bairro de Resgate, em Salvador (BA). O episódio ganhou repercussão depois de ir parar nas redes sociais e na imprensa.
Conforme noticiou o programa Balanço Geral, da Record, a professora foi agredida primeiramente pelo estudante. “Eu disse: ‘Menino, você não copiou nada’; e ele respondeu: ‘Não copiei, e daí?’. Quando perguntei como iríamos estudar, ele me deu um tapa no rosto”, explicou Célia Regina.
Professora: “Ele me pegou pelo cabelo e me jogou no chão”
A docente acrescentou que tentou explicar a situação à mãe do menino, mas ela teria se recusado a ouvir sua argumentação. Uma semana depois do incidente, o estudante voltou para a aula particular munido de um aparelho de telefone celular. Seu objetivo era gravar a professora durante as atividades.
A semana foi marcada por tristes episódios envolvendo alunos, professores e colegas de classe, mostrando o que acontece quando o respeito é deixado de lado. Em um dos casos, uma professora de 65 anos foi agredida pela família de um aluno de apenas 7 anos, depois de levar um tapa… pic.twitter.com/c83FIuxVVD
— Domingo Espetacular (@DomEspetacular) March 31, 2025
Nessa oportunidade, disse a educadora, houve uma nova agressão. No entanto, não foi o menino, mas o padrasto da criança, que ainda teria ameaçado a professora de morte. “Ele me pegou pelo cabelo e me jogou no chão”, descreveu, referindo-se ao agressor.
Célia então acrescentou. “Começou uma sessão de tortura com chutes, puxões de cabelo e ameaças de morte e estupro”. O adulto, disse ela, usava uma arma de choque. “Ele disse que iria me matar e que nada aconteceria com ele, porque seria solto em audiência de custódia, enquanto eu estaria num caixão”.
A família do menino, segundo o site Terra, nega as acusações. A mãe da criança preferiu não se identificar, mas afirmou que a professora maltratava o filho durante as aulas. A professora, por sua vez, não tem saído de casa nos últimos dias, para, dessa forma, se recuperar física e mentalmente.