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Fabio Wajngarten presta depoimento na Polícia Federal

Durante depoimento na Polícia Federal (PF), nesta terça-feira, 1º, o advogado Fabio Wajngarten, que integra a equipe responsável pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que o contato mantido com a filha do tenente-coronel Mauro Cid ocorreu com o objetivo de realizar a inscrição dela em um torneio de hipismo. A oitiva faz parte da ação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado que está sob os cuidados da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Wajngarten explicou que recebeu o pedido do general Lourena Cid, pai de Mauro Cid, para inscrever a neta na competição. O torneio em questão ocorreu em São Paulo, em agosto de 2023.

Segundo Wajngarten, ele acionou o advogado Paulo Bueno, responsável por dar sequência à inscrição da jovem. “Fui demandado pelo general Lourena Cid para inscrever a neta dele [filha de Cid] em uma competição de hipismo em São Paulo”, disse. “Foi no mês de agosto de 2023. Telefonei para o doutor Paulo Bueno [outro advogado de Bolsonaro] e ele seguiu com a inscrição.”

No depoimento, Wajngarten negou qualquer intenção de atrapalhar ou influenciar investigações envolvendo Mauro Cid. Ele reforçou que os contatos limitaram-se à etapa da inscrição. “E assim se deram os contatos, as ligações, se é que ocorreram”, disse Wajngarten, conforme o portal UOL. “Em hipótese alguma houve tentativa de desorganizar e tumultuar qualquer investigação que seja.”

Atualmente trabalhando com a advocacia, Wajngarten integrou o governo Bolsonaro. Ele foi secretário de Comunicação Social.

Wajngarten lamenta ser chamado para depor

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Fábio Wajngarten, um dos membros da defesa de Jair Bolsonaro, criticou o vazamento ‘seletivo’ de informações para a imprensa | Foto: Agência Senado

O advogado de Bolsonaro lamentou ter sido chamado para depor. Nesse sentido, direcionou críticas a Mauro Cid.

“Fui, infelizmente, surpreendido com a intimação de vir depor”, reclamou. “Ninguém gosta de vir aqui. Principalmente quem não tem culpa no cartório […] Quando ele [Mauro Cid] foi preso, fui visitá-lo.”

Também prestaram depoimento os advogados de Jair Bolsonaro (PL) e Marcelo Câmara, ambos suspeitos de abordarem familiares de Cid. Um dos advogados afirmou desconhecer a mãe de Cid, apesar de ter sido acusado, junto a Paulo Cunha Bueno, de procurar Agnes Cid em evento realizado em São Paulo.

Wajngarten informou que avalia ingressar com ação de denunciação caluniosa contra Mauro Cid ou seus representantes legais. “Estou estudando medidas possíveis, inclusive entrar com ação de denunciação caluniosa, a quem quer que seja”, explicou.

O depoimento na PF teve início às 15h20 e durou cerca de uma hora. Paulo Cunha Bueno deixou o local sem comentar o assunto com a imprensa.

Na semana passada, Wajngarten havia reclamado publicamente do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo do suposto golpe no STF. De acordo com o advogado, o magistrado atua com o intuito de “criminalizar a advocacia”.

Via Revista Oeste

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