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ex-aliada é investigada por suposta rachadinha

A Procuradoria da República em Uberlândia (MG) investiga um suposto esquema de rachadinha que envolveria a prefeita de Ituiutaba, Leandra Guedes, ex-aliada do deputado federal André Janones (Avante-MG).

O caso chegou à Justiça pelas mãos de Priscilla Barro, que ocupou cargos de relevância na gestão Leandra, entre julho de 2022 e novembro de 2024. Priscilla acabou exonerada do cargo mais recente que tinha, por divergências internas. “Fui coagida a participar de um esquema de rachadinha institucionalizado na prefeitura, que consiste na devolução forçada de parte do salário recebido por diversos servidores comissionados, como condição para manter seus cargos”, disse ela. “As devoluções ocorriam poucos dias após o pagamento dos salários, sempre sob ameaça velada ou direta de exoneração.”

Conforme Priscilla, no período, o montante total entregue a funcionários da prefeitura chegaria a pouco mais de R$ 70 mil. Priscilla foi assessora do Desenvolvimento Social da cidade, titular do Desenvolvimento Econômico e Turismo e também a número 2 da Educação. Documentos aos quais a reportagem teve acesso mostram saques mensais em caixas eletrônicos de quantias que variavam entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil.

Procurada por Oeste, a prefeita disse que desconhece a denúncia e que ainda não foi intimada.

André Janones já respondeu por rachadinha

rachadinha deputado André Janones
Ituiutaba é reduto eleitoral de Janones | Foto: Reprodução/Instagram @andrejanones

Em março deste ano, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) firmado entre a Procuradoria-Geral da República e Janones.

No ANPP, o parlamentar admitiu ter cometido rachadinha e aceitou pagar mais de R$ 100 mil para evitar um processo criminal.

O inquérito investigava Janones e assessores parlamentares por peculato, crime que consiste no desvio de recursos públicos.

Segundo o Ministério Público, Janones teria ainda utilizado um cartão de crédito de um assessor para pagar despesas pessoais, sem reembolsá-lo. O caso ocorreu entre 2019 e 2020.

Via Revista Oeste

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