segunda-feira, abril 7, 2025
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EUA apelam por salvo-condutos a refugiados em embaixada

A missão diplomática dos Estados Unidos para a Venezuela, que atualmente opera a partir de Bogotá, na Colômbia, fez um apelo nesta quarta-feira, 4, para o regime de Nicolás Maduro. O pedido é que o ditador garanta salvo-condutos aos seis opositores venezuelanos refugiados na Embaixada da Argentina em Caracas, sob a proteção do Brasil.

Em uma publicação no Twitter/X, a Embaixada dos Estados Unidos criticou as “táticas hostis” adotadas pelo regime chavista, que incluem a perseguição a opositores e defensores da liberdade.

“Apelamos a Maduro e aos seus representantes para que garantam a passagem segura necessária aos refugiados na embaixada argentina em Caracas”, escreveu o perfil. “As tácticas hostis contra cidadãos, ativistas e defensores da liberdade na Venezuela demonstram o desespero de se manterem no poder, apesar da vontade do povo venezuelano.”

O pedido ocorre depois de denúncias feitas pela líder opositora María Corina Machado, que relatou ter sido informada sobre uma tentativa de ameaça à segurança dos refugiados na Embaixada.

Agentes fizeram abordagem agressiva na Embaixada

Também em uma publicação no Twitter/X, Machado afirmou que, na madrugada desta quarta-feira, mais de 20 agentes do regime chavista chegaram em patrulhas à frente da Embaixada. Segundo a líder da oposição, a abordagem ocorreu de forma agressiva.

“A presença dos funcionários, com atitude agressiva, incluiu assédio e instruções relacionadas a um possível ingresso na sede diplomática, gerando preocupação e terror nos arredores, além do fechamento da rua, prejudicando o livre trânsito e a tranquilidade dos moradores, incluindo outras delegações diplomáticas que residem na mesma rua”, afirmou María Corina.

Desde agosto, a Embaixada está sob proteção do governo brasileiro, depois de o regime de Maduro, revogar em setembro a autorização concedida ao governo argentino para garantir a segurança dos refugiados. O regime acusa os opositores de envolvimento em “atividades terroristas”.



Via Revista Oeste

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