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EUA abrem nova investigação comercial contra o Brasil

Governo Trump avalia elevar tarifas para alguns países

O escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira (12) a abertura de uma nova investigação contra o Brasil e outras dezenas de países por práticas comerciais desleais.

De acordo com a pasta, o foco da nova apuração do governo americano será determinar se os atos, políticas e práticas de cada uma dessas economias incentivam a prática de trabalho forçado, o que criaria uma vantagem de custo artificial para esses países e prejudicaria a economia americana.

“Essas investigações determinarão se os governos estrangeiros tomaram medidas suficientes para proibir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado e como a falha em erradicar essas práticas abomináveis ​​impacta os trabalhadores e as empresas americanas”, afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

A ação é baseada na Seção 301, um dispositivo da Lei de Comércio americana instituída em 1974 que visa apurar possíveis práticas desleais cometidas por países estrangeiros, que acabam por afetar o comércio dos EUA.

O governo Trump informou que iniciou consultas com os governos dessas economias investigadas e que o Representante Comercial dos EUA realizará audiências relacionadas a essas investigações em 28 de abril. “Para garantir que suas considerações sejam levadas em conta, as partes interessadas devem enviar comentários por escrito, solicitações para comparecer à audiência, juntamente com um resumo do depoimento, até 15 de abril de 2026”, diz um comunicado do USTR.

Brasil já era investigado com base na Seção 301

O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia anunciado em julho do ano passado, quando impôs o tarifaço sobre importações do Brasil, a abertura de uma investigação por práticas comerciais desleais.

Na ocasião, a informação constava na carta direcionada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No documento, Trump citava “ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas americanas, bem como outras práticas comerciais desleais” para justificar as medidas.

Se encontradas ilegalidades durante a investigação, o representante comercial pode aplicar medidas para evitar abusos econômicos contra os EUA, incluindo novas tarifas e restrições comerciais.

Veja lista de países alvos da nova investigação

  1. Argélia
  2. Angola
  3. Argentina
  4. Austrália
  5. Bahamas
  6. Bahrein
  7. Bangladesh
  8. Brasil
  9. Camboja
  10. Canadá
  11. Chile
  12. China
  13. Colômbia
  14. Costa Rica
  15. República Dominicana
  16. Equador
  17. Egito
  18. El Salvador
  19. União Europeia
  20. Guatemala
  21. Guiana
  22. Honduras
  23. Hong Kong
  24. Índia
  25. Indonésia
  26. Iraque
  27. Israel
  28. Japão
  29. Jordânia
  30. Cazaquistão
  31. Kuwait
  32. Líbia
  33. Malásia
  34. México
  35. Marrocos
  36. Nova Zelândia
  37. Nicarágua
  38. Nigéria
  39. Noruega
  40. Omã
  41. Paquistão
  42. Peru
  43. Filipinas
  44. Catar
  45. Rússia
  46. Arábia Saudita
  47. Singapura
  48. África do Sul
  49. Coreia do Sul
  50. Sri Lanka
  51. Suíça
  52. Taiwan
  53. Tailândia
  54. Trinidad e Tobago
  55. Turquia
  56. Emirados Árabes Unidos
  57. Reino Unido
  58. Uruguai
  59. Venezuela
  60. Vietnã

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