Nesta segunda-feira, 30, o deputado norte-americano Rich McCormick compartilhou imagens de cartazes em inglês pedindo sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os registros foram feitos durante o ato “Justiça Já” na Avenida Paulista, realizado no domingo 29.
O protesto foi convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Na publicação, o republicano afirmou que “milhões tomaram as ruas do Brasil” e cobrou uma posição do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. “Chegou a hora de se posicionar”, escreveu.
Rich McCormick já havia demonstrado apoio às sanções contra Moraes em fevereiro. O post desta segunda-feira foi celebrado por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que agradeceu aos participantes da manifestação que levaram os cartazes e divulgaram as imagens nas redes sociais. “Quem foi para a Paulista e compartilhou as imagens contribuiu na causa”, disse. “Meu muito obrigado a todos vocês”.
As possíveis sanções contra Moraes

Em maio, Marco Rubio uma nova política de restrição de vistos. As regras serão aplicadas “a autoridades e pessoas estrangeiras que sejam coniventes com a censura de norte-americanos”.
Segundo Rubio, a medida é uma reação a multas, assédio e até acusações judiciais que autoridades estrangeiras moveram contra cidadãos norte-americanos que exerciam seu direito à liberdade de expressão.
Antes do anúncio, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos declarou, em uaudiência na Câmara dos Deputados dos EUA, que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes tem “grande chance” de ser alvo de sanções por parte do governo norte-americano.
McCormick não é o primeiro deputado a pressionar o governo de Donald Trump pelas sanções contra Moraes. Na quinta-feira 26, o congressista republicano Chris Smith enviou uma carta a Marco Rubio, pedindo que Trump adote punições contra o ministro do STF.
Smith é copresidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos EUA e já havia defendido sanções anteriormente. A carta foi enviada dois dias depois do depoimento do jornalista Paulo Figueiredo à comissão. Figueiredo, que vive nos Estados Unidos há dez anos, é réu no inquérito sobre a tentativa de golpe em 2022. Seu testemunho foi anexado ao documento.
O discurso de Bolsonaro na Avenida Paulista
Responsável por encerrar os discursos do ato “Justiça já”, Bolsonaro afirmou que a ação no STF na qual é réu por supostamente tentar dar um golpe de Estado é “perseguição”. Afirmou que o objetivo da Corte não é apenas tirá-lo da disputa eleitoral nem detê-lo.
“Não importa a covardia que fizeram comigo, não posso fugir da verdade com vocês”, declarou Bolsonaro. “O objetivo final não é me prender, mas eliminar. Não quero ser preso ou morto, mas não fugir da minha responsabilidade com vocês.”
O ex-presidente também ressaltou a importância de a direita ter maioria tanto no Senado Federal quanto na Câmara dos Deputados.