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Depois de 2 dias, oposição desocupa plenário do Senado

Na manhã desta quinta-feira, 7, os parlamentares de oposição que ocuparam o plenário do Senado por dois dias liberaram o local. Neste momento, ocorre sessão deliberativa na Casa Legislativa, cuja previsão era para às 11h.

Em entrevista, o senador e líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), disse que o grupo conseguiu a 41ª assinatura para o requerimento de abertura do processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa é a pauta principal da oposição, além da anistia aos presos do 8 de janeiro.

“Estamos neste momento nos retirando da mesa do Senado para que os trabalhos possam fluir normalmente”, disse Marinho. “Agora, 11h, terá uma sessão virtual, se o presidente entender, por bem, poderá ser presencial. Nós estamos desobstruindo, colocando a nossa posição de participarmos dos debates, toda a oposição participará dos debates que ocorrerão normalmente, nas pautas que interessam o Brasil.”

Presidente do Senado não deve pautar impeachment de Moraes

O Senado adiou o projeto que estava previsto para votação nesta quarta-feira, 18, e deve recolocá-lo na pauta até o próximo dia 30 | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Como mostrou Oeste, depois dos protestos de senadores de oposição, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comunicou aos líderes partidários, nesta quarta-feira, 6, que não pretende ceder a pressões ou ameaças e que não vai pautar a votação de impeachment de Moraes.

O ato dos parlamentares contrários à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro paralisou as atividades legislativas. Durante encontro na Residência Oficial do Senado, Alcolumbre buscou negociar a desocupação da mesa diretora, ocupada pelos manifestantes.

“Não vou aceitar chantagens”, disse Alcolumbre. “Não vou aceitar ser ameaçado, e o Senado voltará a funcionar. Não abrirei mão de minhas prerrogativas.”

Os senadores de oposição se recusaram a comparecer à reunião com governistas e solicitaram agenda exclusiva com Alcolumbre. Marinho discutiu a situação com seu bloco, mas decidiu não aceitar o convite do presidente da Casa.

Via Revista Oeste

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