O Corpo Bombeiros Militar do Estado (CBMEPI) realizou, nesta semana, junto ao grupamento, um importante treinamento de alta complexidade. As equipes foram instruídas sobre a utilização de desencarcerador, ferramenta crucial no resgate de pessoas presas em ferragens, especialmente em acidentes de trânsito.
A eficácia do desencarcerador depende de um rigoroso programa de instrução. Por essa razão, esse treinamento é contínuo. Com larga experiência no Grupamento de Salvamento dos Bombeiros Militar em Teresina (3ºSGBM), o Cabo Da Silva faz questão de lembrar que, para o uso correto da ferramenta, tanto o zelo com o equipamento quanto a agilidade são fundamentais em situações de emergência.
“Precisamos atentar para dois fatores: o cuidado com o manuseio do desencarcerador durante o deslocamento para o local do ocorrido e o fator tempo, pois cada segundo é precioso. O desencarcerador, capaz de cortar e separar metais, é essencial para liberar vítimas rapidamente e permitir o acesso das equipes de resgate aos feridos”, ensina o cabo durante o treinamento.
O treinamento de instrução do uso do desencarcerador geralmente é dividido em três módulos básicos durante as aulas ministradas no Quartel dos Bombeiros Militar do Piauí. Primeiramente, os soldados se aprofundam com os “Fundamentos Teóricos”, onde os bombeiros aprendem sobre os diferentes tipos de desencarceradores, suas partes e funcionamento.
Em seguida, passam para o módulo “Segurança Acima de Tudo”. Nesta parte do curso, os bombeiros são instruídos sobre as medidas de segurança que devem ser seguidas rigorosamente durante o uso do desencarcerador, incluindo o uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPIs) e a avaliação constante do ambiente ao redor.
Por fim, a última temática aborda os “Treinamento Prático Supervisionado”, momento em que a tropa faz o uso do equipamento em simulações de ocorrências.
Para a Tenente Analice, que sempre está à frente de plantões das equipes do Comando de Socorro, cada aula traz mais segurança e mais capacitação para as equipes. “Compreender as especificidades de cada modelo e suas aplicações é crucial. Isso garante que, tanto os novos soldados, quanto nós, oficiais, estejamos plenamente preparados para utilizar este equipamento em situações críticas”, acrescentou a tenente.