domingo, abril 6, 2025
InícioDestaqueconheça o grupo Hayat Tahrir al-Sham, que derrubou Assad

conheça o grupo Hayat Tahrir al-Sham, que derrubou Assad

Na madrugada deste domingo, 8, o grupo jihadista Hayat Tahrir al-Sham (HTS), liderado por Mohammed al-Golani, derrubou o regime de Bashar al-Assad na Síria depois de uma ofensiva rebelde iniciada em novembro.

A ação resultou na captura de cidades-chave do país e marca um dos avanços mais significativos nos 13 anos de guerra civil.

O confronto entre o HTS e o regime de Assad remonta a 2017, quando o grupo foi fundado, sucedendo a Frente al-Nusra, sua principal predecessora e antiga afiliada da Al-Qaeda.

Formada em 2012, a Frente al-Nusra rapidamente se destacou como uma das principais forças opositoras ao governo de Assad. Em 2016, fundador do grupo, Abu Mohammed al-Golani, anunciou o rompimento com a Al-Qaeda, o que culminou na formação do HTS no ano seguinte, com foco em objetivos regionais.

Apesar da tentativa de reformular sua imagem e adotar uma abordagem pragmática, o HTS permanece classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos e pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O grupo consolidou seu controle sobre Idlib e implementou um governo civil na região, mas enfrenta desafios de legitimidade e acusações de crimes de guerra contra dissidentes.

A liderança de Golani na Síria

Mohammed al-Golani, considerado o estrategista por trás do HTS, busca se apresentar como um líder mais moderado. Desde o rompimento com a Al-Qaeda, ele adotou um estilo mais militarizado e tentou projetar uma imagem de protetor de minorias religiosas, inclusive permitindo uma missa cristã em Idlib depois de anos de proibição.

Ainda assim, o HTS permitiu a operação de grupos armados procurados em seu território, e ataques contra forças especiais dos EUA foram registrados até 2022. Golani, que emergiu como líder rebelde em 2011, já foi afiliado à Al-Qaeda no Iraque e fundou a Frente al-Nusra depois do início da guerra civil síria.

Com o avanço do HTS e a tomada de Aleppo, Golani busca assegurar os residentes, incluindo a significativa comunidade cristã, de que não vão sofrer sob o novo regime. No entanto, as acusações de abusos cometidos pelo grupo continuam a gerar medo e desconfiança.

Sob o controle do HTS, Idlib opera como um Estado paralelo, que enfrenta críticas de residentes e organizações de direitos humanos por supostos crimes de guerra. A situação na Síria segue sendo acompanhada de perto pela comunidade internacional.

Via Revista Oeste

MAIS DO AUTOR

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui