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Ciclone traz risco de tempestades ao Sul neste domingo, 27

A formação de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul neste domingo, 27, coloca em alerta as regiões Sul e parte do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. O fenômeno deve trazer chuvas volumosas, rajadas de vento que podem atingir 100 km/h e risco de granizo em algumas localidades, com queda brusca nas temperaturas por causa da chegada de uma massa de ar polar.

De acordo com o Índice de Previsão Extrema, o Rio Grande do Sul apresenta valores entre 0,5 e 0,9, o que sugere possibilidade de evento muito incomum. A instabilidade será alimentada por um corredor de umidade que parte da região amazônica – o chamado rio atmosférico – e provoca acumulados de chuva no domingo acima de 100 mm, especialmente no sul e sudoeste do Estado.

Há previsão de chuvas fortes desde a madrugada, com risco de descargas elétricas, granizo, alagamentos, queda de árvores e cortes de energia. Mesmo depois da formação do ciclone, as precipitações continuam intensas ao longo do dia, principalmente na metade leste gaúcha.

Previsão de pressão, nebulosidade e chuva durante a noite deste domingo, 27 | Imagem: Meteored

Em Santa Catarina e no Paraná, o domingo deve registrar pancadas de chuva moderadas a fortes em todo o território, com destaque para o oeste e sul dos Estados. O risco de transtornos também é considerado relevante, ainda que com menor intensidade do que no RS, como informa o site Meteored.

Logo depois da passagem da frente fria associada ao ciclone, uma massa de ar polar começa a ingressar no território brasileiro. A queda de temperatura será sentida principalmente a partir da noite de domingo. Nove Estados devem registrar redução acentuada nas máximas, especialmente em regiões de maior altitude.

No Sul, as temperaturas devem cair entre 7°C e 10°C entre um dia e outro. Embora os efeitos mais intensos do ar polar sejam esperados para a segunda-feira, os mapas de temperatura do domingo já mostram o avanço da frente fria desde o sul do Paraguai e Uruguai em direção ao Brasil.

Ciclone avança e altera o tempo no sul do Centro-Oeste

O tempo segue predominantemente seco e quente no Centro-Oeste, com máximas de até 37°C em Cuiabá e 36°C em Sinop. Em Goiás e no norte de Mato Grosso do Sul, a umidade relativa do ar será baixa, com valores abaixo de 25%. Já no sul do Mato Grosso do Sul, o avanço do ciclone provoca pancadas de chuva e ventos fortes em cidades como Dourados e Ponta Porã.

No Sudeste, o domingo será de transição. Enquanto o tempo permanece firme e quente na maior parte do dia em cidades como São Paulo (máxima de 27°C) e Belo Horizonte (24°C), há previsão de aumento de nebulosidade no fim do dia, com pancadas isoladas e ventos moderados. No Espírito Santo, a previsão é de tempo instável na faixa litorânea, com registro de chuvas fracas.

O Norte do país permanece sob a influência de ar quente e úmido, com previsão de pancadas de chuva em diversas áreas. Manaus deve registrar máxima de 32°C com possibilidade de precipitações ao longo do dia. A umidade elevada e os ventos vindos da floresta favorecem a formação de nuvens e instabilidades, sobretudo no Amazonas, Acre e Rondônia.

No Nordeste, o tempo segue predominantemente firme e quente. Fortes contrastes aparecem nos mapas de temperatura, com máximas de 34°C em cidades como Barreiras e de 32°C em São Luís. Apesar da presença de sol em quase toda a região, há previsão de chuvas rápidas em pontos do litoral, como Salvador, Maceió e Natal.

O mapa de umidade relativa do ar mostra valores baixos em parte do Brasil Central, com destaque para áreas de Goiás, Minas Gerais e o interior da Bahia. A tonalidade marrom clara nos mapas sugere níveis críticos, próximos de 20%, comparáveis aos do deserto do Saara. Essa condição exige atenção para riscos de incêndios e complicações respiratórias.

Diante do cenário previsto para este domingo, 27, a Defesa Civil orienta que moradores de áreas com risco de alagamentos ou deslizamentos fiquem atentos aos alertas. Evitar áreas abertas durante tempestades, não estacionar veículos sob árvores e não tentar atravessar ruas alagadas são medidas essenciais de segurança.

Via Revista Oeste

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