O Ministério da Agricultura e Pecuária declarou, na semana passada, que o Brasil está oficialmente livre da gripe aviária. O país enfrentou restrições de outros mercados aos produtos avícolas desde a detecção da doença, em maio.
De acordo com um levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, o país deixou de exportar pouco mais de 123 toneladas de produtos avícolas durante as restrições em comparação com o mesmo período do ano passado.
O jornal realizou o levantamento com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior.
As autoridades sanitárias detectaram o caso de gripe aviária na granja de Montenegro no dia 16 de maio.
Nos dez dias úteis seguintes, segundo o levantamento, a exportação dos produtos avícolas do Brasil passou de 20.210 toneladas para uma média diária de 14.025 toneladas. Ou seja, durante os dez dias o país exportou 140.249 toneladas.
De acordo com o levantamento, se o ritmo anterior fosse mantido, o Brasil teria exportado 202.100 toneladas, 61.851 toneladas a mais.
Nos 14 primeiros dias úteis de junho, o Brasil exportou 224.040 toneladas, com média de 16.003 toneladas por dia. No mesmo período do ano passado, a média diária era de 20.400 toneladas, o que representa uma perda de 61.560 toneladas.
O foco do vírus no Rio Grande do Sul foi o primeiro já registrado no Brasil em uma granja comercial.
Ministro disse que combate à gripe aviária mostrou eficiência do Brasil
No início do mês o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, disse que o combate à gripe aviária demonstrou a eficiência do Brasil.
“Claro que não queríamos que [a doença] entrasse em uma granja comercial”, afirmou. “Mas o fato é que, tendo acontecido [e não se espalhado], isso é também prova cabal de como o sistema brasileiro é robusto.”