O ex-presidente Jair Bolsonaro compareceu a um culto evangélico em Brasília na manhã desta quinta-feira, 24, onde foi visto chorando, logo depois depois da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que descartou prisão preventiva.
Imagens da emissora CNN Brasil mostraram Bolsonaro ao lado do senador Magno Malta (PL-ES) durante o evento religioso, visivelmente emocionado. A tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente ficou parcialmente à mostra sob a calça.
O culto aconteceu na Igreja Catedral da Benção, em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal. Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, discursou no púlpito. “Você que está vivendo uma censura prévia e está tendo seu direito de liberdade de expressão violado, quero dizer que Deus está no controle de todas as coisas […] o Inimigo tem tentado destruir a nossa nação”, disse.
🚨URGENTE – Bolsonaro participa de de culto em igreja de Brasília, após Moraes decisão de Moraes pic.twitter.com/XFqoADmEcg
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) July 24, 2025
O vereador Jair Renan (PL-SC), filho mais novo de Bolsonaro, também esteve presente. De acordo com informações da CNN, Bolsonaro autorizou a entrada da imprensa e a gravação de sua participação, mas optou por não falar com os repórteres no evento.
Moraes libera entrevistas de Bolsonaro
Desde a última sexta-feira, 18, Bolsonaro está submetido a medidas cautelares. Por determinação de Alexandre de Moraes, ele deve usar tornozeleira eletrônica, tem restrição ao uso de redes sociais e a obrigação de permanecer em casa das 19h às 6h.
Na segunda-feira 21, depois de o ministro alertar que o descumprimento das ordens judiciais poderia levar à prisão, Bolsonaro visitou a Câmara dos Deputados, onde mostrou a tornozeleira e conversou com parlamentares e jornalistas.

Moraes estabeleceu prazo de 24 horas para que a defesa do ex-presidente esclarecesse essa visita. Os advogados recorreram nesta terça-feira, 22, e solicitaram detalhamento das limitações impostas, especialmente a possibilidade de conceder entrevistas.
A decisão de Moraes foi divulgada na manhã desta quinta-feira. Ele permitiu que Bolsonaro dê entrevistas, desde que respeite as demais regras, como o horário de recolhimento e a proibição do uso de redes sociais, incluindo perfis de terceiros.
Moraes alertou que, caso Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, utilize suas redes para tratar de assuntos relacionados ao pai, poderá ser decretada a prisão preventiva. “A Justiça é cega, mais [sic] não é tola”, afirmou o ministro.