Nesta segunda-feira, 8, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, em virtude supostos descumprimentos de cautelares.
O ato ocorreu dias depois de o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que vai taxar produtos brasileiros em 50% a partir de 1º de agosto. Antes disso, a Embaixada do país no Brasil emitiu uma declaração em prol de Bolsonaro.
Em declarações, Trump fez críticas ao STF, por causa do julgamento do ex-presidente. Na última semana, ministros do STF disseram, nos bastidores, que suspeitavam de um possível plano de fuga.
Prisão de Bolsonaro ocorre dias depois de operação da PF

A prisão do ex-presidente da República ocorre quatro dias depois de ele ser alvo de mandado de busca e apreensão. A ação da PF, que contou com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF, resultou na apreensão de um pen drive. Na manhã desta segunda-feira, 21, a corporação definiu como “irrelevante” o material encontrado no equipamento.
A operação da PF contra Bolsonaro ocorre diante do apoio público de Trump. Somente na semana passada, o norte-americano se manifestou em quatro ocasiões para defender o seu aliado brasileiro.
Na terça-feira 15, o republicano definiu o brasileiro como “bom homem”. No dia seguinte, afirmou que a ação no STF contra o ex-presidente é “terrível”. Na quinta-feira 17, Trump falou em “sistema injusto”. Por fim, na sexta-feira 18, o presidente dos EUA, por meio da Casa Branca, reclamou da “caça às bruxas” movida pelo Judiciário contra Bolsonaro.
Minutos depois de a Casa Branca se manifestar em favor de Bolsonaro na sexta-feira, o governo norte-americano anunciou o cancelamento do visto de Moraes. A decisão contra o ministro do STF foi divulgada de forma pública pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que ressaltou: a medida afeta aliados e familiares do magistrado.
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