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Bashar Al-Assad está em Moscou, diz imprensa russa

O ex-presidente da Síria, Bashar al-Assad, está em Moscou e recebeu asilo na Rússia, informou uma fonte do Kremlin à TASS, agência estatal de notícias da Rússia. “Assad, junto com os membros de sua família, chegou a Moscou”, disse uma fonte da agência neste domingo, 8. “A Rússia, por razões de caráter humanitário, concedeu asilo a eles.”

Moscou considera necessário retomar as negociações para resolver a situação na Síria, por meio da Organização das Nações Unidas (ONU). Líderes da oposição armada síria garantiram a segurança das bases militares e instituições diplomáticas russas no território sírio.

Mais cedo, o paradeiro de Assad e de sua família era incerto. Por meio de dados do site Flightradar, que monitora o mapa da aviação em todo o mundo, foi constatado que o único avião no campo aéreo sírio havia sumido do mapa.

Acreditava-se até que a aeronave tivesse desligado os radares ou sido abatida.

Bashar al-Assad, sob cerco de rebeldes na Síria: Egito e Jordânia sugerem pedido de exílio ante o avanço das forças de oposição | Foto: Reprodução/Twitter/X
Bashar al-Assad, sob cerco de rebeldes na Síria: Egito e Jordânia sugerem pedido de exílio ante o avanço das forças de oposição | Foto: Reprodução/Twitter/X

Rússia diz que Bashar Al-Assad deu instruções para ‘transição pacífica’

O governo da Rússia informou neste domingo, 8, que Al-Assad deixou a Síria com instruções para membros de seu governo fazerem uma “transição pacífica”. Rebeldes tomaram Damasco, a capital do país, neste domingo.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou que Assad “decidiu deixar o posto presidencial e deixou o país, dando instruções para transferir o poder pacificamente”. A Rússia destacou que “não participou dessas negociações”.

A Rússia e o Irã são aliados históricos de Assad. Na Primavera Árabe, em 2000, os governos autocráticos dos dois países enviaram ajuda para o ditador derrotar os insurgentes numa sangrenta guerra civil. A repressão aos protestos foi violenta e resultou em centenas de mortes, além da migração forçada de mais de 500 mil pessoas.

Via Revista Oeste

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