domingo, abril 6, 2025
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Baleia mais rara do mundo será estudada pela 1ª vez

Apenas sete exemplares da baleia-de-dentes-de-espada (baleia-bicuda-de-bahamonde) já foram avistados em todo o mundo. Por conta disso, esta espécie é considerada um grande enigma para a ciência. Mas a esperança é que isso mude a partir de agora.

Pela primeira vez, cientistas poderão analisar o animal com todo o cuidado necessário. Isso porque um espécime em quase perfeito estado de preservação simplesmente apareceu em uma praia na Nova Zelândia.

Baleia guarda vários segredos

  • A ideia dos pesquisadores é responder perguntas bastante básicas sobre o animal.
  • Por exemplo, em que oceanos estas baleias vivem?
  • Por que elas quase nunca foram vistas na natureza?
  • E como a espécie, que apresenta um sistema estomacal diferente de outras criaturas parecidas, processa sua comida?
  • Para isso, os cientistas vão dissecar e analisar um macho de cinco metros de comprimento em um centro de pesquisa agrícola perto da cidade de Dunedin.
Baleia-bicuda-de-bahamonde foi encontrada recentemente na Nova Zelândia. (Imagem: New Zealand Department of Conservation)

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Trabalho de análise será realizado junto aos povos nativos da região

Os pesquisadores ainda não sabem o que causou a morte da baleia e como ela estava tão bem preservada quando chegou na praia. Algumas marcas que podem ter sido deixadas por tubarões foram encontradas, mas não é possível garantir que isso tenha levado o animal à morte.

A dissecação será silenciosa, metódica e mais lenta do que o normal, porque está sendo realizada em parceria com os Maori, o povo indígena da Nova Zelândia. Para eles, as baleias são um taonga – um tesouro precioso – e a criatura será tratada com a reverência concedida a um ancestral.

Reconstrução aproximada de uma baleia-bicuda-de-bahamonde em comparação a um humano (Imagem: YassineMrabet/Wikimedia Commons)

Membros da tribo iwi local estarão presentes durante todo o trabalho e serão consultados a cada momento, permitindo que compartilhem conhecimento tradicional e observem costumes, como fazer uma karakia — uma oração — sobre a criatura antes do início do estudo.

O iwi manterá o maxilar e os dentes da baleia no final da dissecação, antes que seu esqueleto seja exibido em um museu. A impressão 3D será usada para replicar essas partes, usando uma tomografia computadorizada feita da cabeça da baleia esta semana.

Via Olhar Digital

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