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Atentado contra Miguel Uribe completa 30 dias sem respostas

O atentado contra o senador e pré-candidato à Presidência da Colômbia, Miguel Uribe Turbay, completou 30 dias sem explicações claras da investigação. No dia 7 de junho, um adolescente de 14 anos disparou um arma de fogo várias vezes contra Uribe durante um ato de campanha em Fortibón, um bairro residencial da capital, Bogotá.

Um dos disparos acertou a cabeça de Uribe. Outro disparo atingiu uma perna do senador. Segundo informações da imprensa colombiana, Uribe já teria passado por cinco procedimentos cirúrgicos em decorrência do atentado.

A família tem evitado dar detalhes sobre o quadro de saúde de Uribe, limitando-se apenas a publicar nas redes sociais mensagens com afirmação de que a situação é “grave”.

Político de direita, Uribe é filiado ao Partido Centro Democrático. O senador vinha se destacando como um dos principais críticos do governo do presidente da Colômbia,
Gustavo Petro.

Polícia prendeu cinco pessoas até o momento

Seguranças de Uribe detiveram o atirador logo depois dos disparos. Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram quando o adolesdente diz que entregaria os “nomes” dos supostos mandantes do crime.

Momentos depois do crime, Gustavo Petro concedeu uma entrevista coletiva para tratar do assunto. Petro rechaçou o atentado e disse que “a primeira responsabilidade do presidente é cuidar da vida da sua própria oposição”.

Na ocasião, Petro disse o governo “cuidaria” do atirador por ele ser menor de idade.

Além do adolescente, a polícia prendeu William Fernando González Cruz dias depois. Ele aparece em vídeos gravados no dia do atentado em um carro no bairro Modelia.

A polícia também prendeu Katherine Martínez, conhecida como Gabriela, acusada de entregar a arma do crime ao adolescente; e Carlos Eduardo Mora González, motorista de Gabriela.

No sábado 5, a polícia prendeu o quinto acusado de participação no crime. Elder José Arteaga Hernández, conhecido como El Costeño, é citado por outros suspeitos como autor do plano.

A polícia chegou até o suspeito um dia depois de a Interpol incluir Costeño na lista de difusão vermelha a pedido de autoridades colombianas.

Acreditava-se que Costeño tivesse deixado o país. Ele, porém, estava em Engativá, região de Bogotá.

Atentado tem mais perguntas que respostas

No domingo 6, em entrevista coletiva, o comandante da polícia Carlos Fernando Triana disse que a captura de Costeño era “extremamente importante e relevante para o país”.

“Agora estamos atrás dos mentores desse ato que ameaçou a integridade do senador Miguel Uribe”, afirmou.

A polícia ainda tem dúvidas sobre a quantidade de atiradores. Segundo a investigação, a arma disparada pelo adolescente é compatível com apenas metade das 12 cápsulas recuperadas no local. As outras seis cápsulas restantes seriam de uma pistola Jericho.

A arma entregue por Gabriela ao adolescente era uma Glock de 9 mm modificada para disparar rajadas.

De acordo com a polícia, a Glock teria sido comprada no Arizona, nos Estados Unidos, no dia 6 de agosto de 2020.

A arma teria passado pela Flórida antes de chegar à Colômbia, mas o trajeto completo da arma ainda não está claro.

“Essa costuma ser uma prova que nos dá muitas pistas a respeito do grupo criminoso que pode estar por trás do atentado”, disse o procuradora-geral Luz Adriana Camargo ao comentar as investigações.

Via Revista Oeste

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