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Após conversas com o Irã, Tucker Carlson diz que CIA deve denunciá-lo como agente estrangeiro

O jornalista americano Tucker Carlson. (Foto: GAVRIIL GRIGOROV/SPUTNIK/KREMLIN/EFE/EPA)

O jornalista e comentarista conservador Tucker Carlson afirmou em vídeo publicado no sábado (14) em sua conta na rede social X que a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) estaria preparando uma denúncia criminal contra ele por ter mantido contatos com pessoas no Irã antes do início da guerra em curso no Oriente Médio. Segundo Carlson, a acusação poderia enquadrá-lo na lei que regula a atuação de agentes estrangeiros nos EUA.

“Descobri que a CIA está preparando algum tipo de denúncia criminal contra mim, um relatório ao Departamento de Justiça, baseado em um suposto crime que eu teria cometido”, afirmou. “Qual é o crime? Falar com pessoas no Irã antes da guerra. Eles leram minhas mensagens”, acrescentou.

Carlson diz no vídeo que a possível acusação da CIA envolveria a Foreign Agents Registration Act (FARA), lei usada nos EUA para enquadrar pessoas que atuam como agentes de interesses estrangeiros sem registro no governo americano. De acordo com ele, a denúncia, que está sendo preparada para ser enviada ao Departamento de Justiça, estaria relacionada a conversas que ele teve com interlocutores iranianos antes do início do conflito dos EUA e Israel contra o regime de Teerã, em 28 de fevereiro.

Carlson negou que tenha atuado como agente a serviço de um governo estrangeiro e afirmou que conversar com fontes internacionais faz parte do trabalho de comentaristas políticos. Ele disse que sua “única lealdade” é aos Estados Unidos e afirmou que nunca recebeu dinheiro de autoridades estrangeiras.

O jornalista declarou que não acredita que a denúncia da CIA avance para um processo formal, mas afirmou que decidiu tornar o caso público por considerar que “momentos de guerra costumam aumentar a pressão contra opiniões divergentes”. Ele disse que “países tendem a se tornar mais restritivos durante conflitos armados, o que reduziria a tolerância a críticas internas”.

A revelação ocorre após uma série de críticas feitas por Carlson à operação militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã nas últimas semanas. Em mídia à imprensa americana, o jornalista chegou a classificar a operação em curso como “absolutamente repugnante e maligna” e disse que ela não estaria diretamente ligada aos interesses de segurança nacional dos EUA.

As críticas de Carlson não foram bem recebidas pelo presidente Donald Trump, que chegou a afirmar no começo deste mês que o jornalista havia “se perdido” e que ele não representava mais o movimento Make America Great Again (MAGA, Faça a América Grande Novamente).

Carlson já havia manifestado oposição à guerra contra o Irã em reuniões privadas que teve com Trump antes do início da operação militar. O jornalista e o presidente americano se encontraram em janeiro na Casa Branca.

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